terça-feira, 6 de novembro de 2018

Abramos nossos corações

Ele era um detetive muito conceituado. Era tido como uma pessoa extremamente meticulosa, observadora, chegando sempre aos resultados aguardados.
Ele mesmo tinha absoluta confiança em si próprio, graças aos resultados excelentes de suas empreitadas.
Era, portanto, alguém muito seguro de si.
Foi com essa disposição que, a pedido de um cliente, passou a seguir os passos da esposa. Mulher jovem, bonita, costumava sair quase todas as tardes.
Dizia o marido que, casados há poucos anos, haviam tentado ter filhos. Da primeira vez, a esposa perdera o bebê, no terceiro mês de gravidez.
Na segunda, chegara ao quarto mês, quando a gestação sofrera uma interrupção espontânea. A terceira tentativa também não fora exitosa.
Se isso tornara o marido amargurado, levara a jovem esposa para a melancolia.
Na tentativa de sair desse caminho perigoso, ela passou a ter aulas de música, o que, verdadeiramente, lhe fez muito bem.
Aquelas horas que ela ficava com a mestra e as posteriores, em que se exercitava ao instrumento, passaram a lhe deixar contornos de harmonia e até um pequeno toque de alegria.
Contudo, quando ela começou a falar com seus bebês mortos, o marido achou que a influência da mestra e da música lhe estavam fazendo mal.
De imediato, proibiu as aulas e a continuidade dos estudos musicais.
Ela ficou privada do que lhe dava tanto conforto à alma.
E quando suplicou que fossem feitas pequenas lápides de mármore com o nome dos seus bebês, para que tivesse um lugar para falar com eles, também lhe foi negado.
O detetive descobriria que ela simplesmente se sentava em um jardim, para ouvir a música vinda de um conservatório.
Aproximou-se, porque a vira adquirir certa dose de substância letal e temeu que ela se matasse.
Ela se desfez da droga, depois da insistência dele. Imaginou ele que estava tudo resolvido.
Entretanto, no dia seguinte, o jornal trazia a notícia da jovem esposa que se matara, andando ao encontro do trem.
Aquilo o abalou de forma inusitada. Sentiu-se culpado. Sim, ela lhe contara seu drama: como o marido lhe proibira a alegria da música, como a acreditava louca por falar com seus bebês, como rejeitara a ideia de conseguir um local para ela prantear as crianças...
E o que ele fizera? Dissera que voltasse para o marido, dizendo que deveria tentar superar tudo isso.
Simplesmente assim...
*   *   *
As estatísticas apontam que, de cada dez suicídios, nove poderiam ter sido evitados.
Será que temos estado atentos aos que nos cercam: familiares, amigos, colegas, conhecidos?
Tenhamos sempre abertos nossos ouvidos e nosso coração para os que nos desejam fazer partícipes das suas agruras.
Tenhamos nosso coração aberto para acolher as almas sofridas que nos pedem auxílio com palavras, com olhares, com gestos.
Estejamos sempre prontos para ouvir, para acolher.
Há muita fome no mundo. E a maior de todas as fomes é a de afeto, de acolhimento, de compreensão.
Abramos nosso coração. Tantos esperam por nós!
Redação do Momento Espírita, com base em
cenas do filme
Mr. Holmes, de  Bill Condon.
Em 6.11.2018

domingo, 4 de novembro de 2018

Dia de Finados

Viver bem é o desejo de todos e todos tentam a própria sorte,
porque quando se fala em viver, ninguém se lembra dela, da fria morte.
Ela nos ronda diariamente de forma gélida e assustadora.
Daí, todos temerem em face da morte por ser um sentimento arrepiante e,
deveras, muito forte. Mas a vida tem o lado positivo e não me diga que não tem,
porque aprender a viver sempre sorrindo é preparar-se para morrer bem.
Eu vejo a vida por um outro prisma: Vejo-a repleta de duradouras lembranças.
O que faz a diferencia na morte, acredite, é ter na vida uma eterna esperança!

Preparar para morrer bem é às vezes até descabido, mas é a morte também que dá à vida sentido.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Orando a Cada Dia

Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.

Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.

Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes, não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.

Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.

Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.

Não me permita sonhar com realizações incompatíveis com os meus recursos, entretanto, por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.

Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos, aos quais devo convivência e cooperação.

Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.

Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinaste.

E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em ti, servindo aos outros.

Assim seja.

Sorriso

Onde estiveres, seja onde for, não olvides estender o sorriso, por oferta sublime da própria alma.

Ele é o agente que neutraliza o poder do mal e a oração inarticulada, que inibe a extensão das trevas.

Com ele, apagarás o fogo da cólera, cerrando a porta ao incêndio da crueldade.

Por ele, estenderás a plantação da esperança, soerguendo almas caídas na sombra, para que retornem à luz.

Em casa, é a benção da paz, na lareira da confiança.

No trabalho, é música silenciosa incentivando a cooperação.

No mundo, é chamamento de simpatia.

Sorri para a dificuldade e a dificuldade transformar-se-á em socorro de tua vida.

Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas nos teus olhos, o pranto será conforto do Céu, a fecundar-te os campos do coração.

Não te roga o desesperado solução do enigma de sofrimento que lhe persegue o destino. Implora-te um sorriso de amor, que renove as forças, para que prossiga em seu atormentado caminho.

E, em verdade, se os famintos e os nus te pedem pão e agasalho, esperam de ti, acima de tudo, o sorriso de ternura e compreensão que lhes acalme chagas ocultas.

Não condenes as criaturas que se arrogaram aos precipícios da violência e do crime. Oferece-lhes o sorriso generoso da fraternidade, que ajuda incessantemente, e voltar-se-ão, renovadas, para o roteiro do bem.

Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre.

Lembra-te de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no Céu é um sorriso de Deus.



Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier   
                   

Anarquia

A anarquia é uma teoria política que rejeita a existência de um governo, conforme os melhores dicionaristas. Trata-se de uma ideologia que não é a favor de nenhum tipo de hierarquia ou dominação imposta.

O anarquista é alguém rebelde, de reações primárias, que somente se atribui direitos, permitindo-se desrespeitar as leis e os direitos dos demais. Portador de violência, compraz-se em desarticular tudo quanto se realiza em ordem e disciplina, estimulando outros portadores do mesmo distúrbio moral à agressividade e à destruição.

No dia 14 de julho recente, a França e o mundo recordaram a Revolução de 1789, iniciada com a queda da Bastilha, em Paris, que abriu para a humanidade entre outros valores, as liberdades democráticas, a queda do poder divino dos reis, o absolutismo do clero e das classes denominadas aristocráticas. É verdade que, mais tarde, em razão de alguns psicopatas, derrapou para os alarmantes dias do Terror.

O ideal dos filósofos revolucionários facultou a libertação de muitos povos que foram estimulados a tirar das costas o fardo da opressão...

Evocada com emoção e aplaudida pelo povo que acompanhou as celebrações promovidas pelas autoridades, no dia seguinte, com a vitória da França no campeonato mundial de football, os anarquistas, que não se puderam manifestar anteriormente com as forças da sua destruição, transformaram Paris em um caos, com a agressividade e a violência, arrebentando e incendiando casas comerciais, bancas de jornais, monumentos públicos, quais bárbaros sedentos de sangue e alucinados.

Foi um espetáculo dantesco e indigno de uma sociedade culta e civilizada, levando a graves e sérios prejuízos pessoas honestas e trabalhadoras, assim como ameaçando de agressão física a qualquer indivíduo que se lhes opusessem.

Infelizmente, espetáculos dessa natureza repetem-se amiúde, demonstrando o estágio primário em que muitas pessoas ainda se encontram.

Por esta razão, Allan Kardec denominou a Terra como um planeta de provas e expiações, a caminho de mundo de regeneração.

Indispensável que todos os cidadãos compreendam que os direitos humanos são invioláveis e numa sociedade democrática todos têm o direito de viver com dignidade, sendo respeitados e compreendidos, nada justificando as explosões e os distúrbios dessa minoria desequilibrada que lhe pesa na economia moral.

Para esses desordeiros, o júbilo assim como a perda, constituem motivo para que arrebentem as amarras do equilíbrio e deem expansão à selvageria neles em ebulição.

À educação compete domesticar o lobo que ainda existe na alma humana, pacificando-a e contribuindo para a felicidade do ser primitivo, assim como a de todos os demais em conjunto.



Por Divaldo Pereira Franco. Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 26.7.2018. Do site: http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=522

Vitória do Bem

Vitória do Bem
“A vitória do bem é sempre o resultado final de qualquer cometimento.
Mais vidas sempre são resgatadas pelo amor.

Prossigamos em nosso trabalho de libertação de consciências e de iluminação de vidas.”

In: Amanhecer de uma nova era, de Manoel Philomeno de Miranda (espírito), psicografia de Divaldo Franco.

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Divaldo Franco
                     

Soneto V

Doce Mãe, Sereníssima Senhora,
Dos teus olhos velados de Doçura
Nasce fresca a alvorada, que fulgura
Na infortunada sombra de quem chora!

Quando meu ser vagava em noite escura,
Nas angústias do abismo que apavora,
Estendeste-me os braços, vendo, embora,
Minhas chagas de treva e de loucura ...

Ante o Regaço Fúlgido consente
Que minha fé se exalte, embevecida,
Prosternada, ditosa, reverente.

Recebe no dossel de Graça e Vida
O louvor de teu filho penitente,
No clarão de minhalma convertida.



Pelo Espírito Manuel Maria de Barbosa du Bocage - Do livro: Volta Bocage, Médium: Francisco Cândido Xavier

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...