terça-feira, 21 de abril de 2026

Justiça das Aflições

  1 – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. (Mateus, V: 4, 6 e 10).

2 – Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados os que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque rireis. (Lucas, VI: 20 e 21)

Mas ai de vós, ricos, porque tendes no mundo a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque gemereis e chorareis. (Lucas, VI: 24 e 25). 

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

3 – As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contra-senso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.

Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições infinitas. Ele deve ser todo poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade. As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos.


O Evangelho Segundo o Espiritismo

- Capítulo 5 – BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

    por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

    Vida após a morte

     A vida após a morte segundo o : O que acontece na hora da morte segundo o Espiritismo? Quanto tempo e  fica no corpo após a morte? Quanto tempo o espírito fica na Terra após a morte?

    Na Revista Espírita de Julho de 1865, lemos:

    Dia virá em que os homens, vencidos pelos males engendrados pelo egoísmo, compreenderão que seguem o caminho errado, e Deus quer que eles encontrem o caminho à sua custa, porque lhes deu o livre arbítrio. O excesso do mal lhes fará sentir a necessidade do bem, e eles se voltarão para este lado [o do bem], como para a única tábua de salvação. Quem os levará a isto? A fé séria no futuro, e não a crença no nada após a morte; a confiança num Deus bom e misericordioso, e não o medo dos suplícios eternos.

    Como é a vida após a morte segundo o espiritismo?

    A vida após a morteO que acontece na hora da morte segundo o Espiritismo?

    Segundo a , de acordo com as próprias palavras do , com a lógica e a mais rigorosa justiça, o homem é filho de suas obras, durante esta vida e após a morte; ele não deve nada ao favor: Deus recompensa-o pelos seus esforços, e pune-o pela negligência enquanto for negligente. O que acontece é uma mudança do lado material para o lado espiritual.

    O que diz O ?

    Na pergunta 149 de O Livro dos Espíritos lemos:

    “Que sucede à alma no instante da morte?” e a resposta não poderia ser mais clara: “Volta a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara momentaneamente.”.

    Já na questão 150 do mesmo livro,  questiona: “A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?” e os espíritos categoricamente afirmam: “Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?”

    A questão 152, fecha o tema com a perqunta:

    “Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte?”

    Com a resposta dos espíritos:

    “Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis? Se não fôsseis cegos, veríeis; se não fôsseis surdos, ouviríeis; pois que muito amiúde uma voz vos fala, reveladora da existência de um ser fora de vós.” e Kardec comenta dizendo que os que pensam que, pela morte, a alma reingressa no todo universal estão em erro. Se eles supõem que, semelhante à gota d’água que cai no oceano, ela perde ali a sua individualidade.

    O que o Espiritismo tem para nos contar sobre a vida após a morte?

    A doutrina espírita nos ensina que o processo de desencarne é algo que depende muito de cada pessoa e de como ela viveu sua vida. Não existe uma regra geral que agrupe todos os casos.

    Kardec resume os diferentes processos de desencarne, os agrupando quanto ao momento em que se dão e quanto à facilidade ou dificuldade do processo e seus efeitos no espírito:

    “Se no momento em que se extingue a vida orgânica o desprendimento do perispírito fosse completo, a alma nada sentiria absolutamente.

    Se nesse momento a coesão dos dois elementos (os dois corpos: espiritual e carnal) estiver no auge de sua força, produz-se uma espécie de ruptura que reage dolorosamente sobre a alma.

    Se a coesão for fraca, a separação torna-se fácil e opera-se sem abalo.

    Se após a cessação completa da vida orgânica existirem ainda numerosos pontos de contato entre o corpo e o , a alma poderá ressentir-se dos efeitos da decomposição do corpo, até que o laço inteiramente se desfaça”

    Na pergunta 155 de O Livro dos Espíritos encontramos a seguinte questão:

    Há uma linha divisória bem marcada entre a vida e a morte?

    E a resposta esclarece o que acontece na hora da morte:

    “Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Porque os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem.”

    Quanto tempo e espírito fica no corpo após a morte?

    Cada espirito tem a sua história e suas necessidade de aprendizado e são esses fatores, mais a Compaixão Divina que atenua a nossa caminhada na Terra, que determina o tempo necessário entre as .

    Após o período de readaptação do desencarnado ao  ele começa uma fase que pode ser mais ou menos longa de aprendizado e revisão das suas encarnações, sempre com o objetivo do aprendizado das  e do crescimento moral do espírito.

    Caso os mentores espirituais achem necessário uma encarnação esse processo é iniciado, com a maior ou menor participação do indivíduo que vai encarnar, segundo o seu adiantamento moral.

    Quanto tempo o espírito fica na Terra após a morte?

    Aqui a resposta é parecida com a data para o tempo que o espírito fica no plano espiritual após a morte: depende do espírito. Em termos gerais, esse tempo depende do desprendimento do ser dos temas da Terra, de como ela levou a sua encarnação no planeta terrestre.

    Se foi uma pessoa muito ligada aos bens materiais, que nunca cuidou de seu espírito, esse processo será mais lento, por conta da conexão de pensamento e vibratória que o espírito tem com as coisas terrenas.

    Caso o espírito consiga contrabalançar as preocupações do nosso planeta com as questões morais e espirituais, na hora de seu desencarne estará mentalmente mais preparado para deixar tudo para trás e seguir no caminho do plano espiritual.

    Um caso extremo é o suicídio, que vai precisar ser tratado em um verbete em separado.

    Como lidar com a Morte

    Queremos sugerir a você o estudo “Como lidar com a Morte” com Dr. Roberto Lúcio da AMEMG, onde é abordado o medo da morte por ser a maior causa de medo que o homem carrega.

    É morte é vista não apenas por seu significado restrito de cessação da vida, mas também e principalmente por todos os medos advindos da ideia de morte, como aniquilamento, impermanência, perdas, sofrimento, ser enterrado vivo e da qualidade de morrer.

    Dr. Roberto explica o porquê desses medos bem como o fato de nem os grupos materialistas, nem os espiritualistas e, dentre estes últimos nem os reencarnacionistas, conseguirem acabar com esse medo e termina lendo belíssima historia do livro “Histórias da Vida, nos passos do Mestre”, enfocando o fato de termos que aprender a lidar definitivamente com a finitude e a infinitude da vida.

    Fonte: vida após a morte | Espiritismo.tv

    A Consciência

     Você se questionou, em algum momento, por que age na sociedade de maneira correta?

    Ou se indagou, alguma vez, o que o motiva a agir de acordo com as leis?

    Ou, ainda, o que o leva agir buscando ter sempre a medida do respeito ao próximo?

    Muitos responderiam a essas questões dizendo que o fazem por obrigação, ou por medo das penalidades previstas nas leis.

    Porém, outros responderiam que se esmeram em agir, de maneira correta e adequada, simplesmente porque acham certo.

    Para aqueles que assim pensamos, verificamos que não é a força de uma lei ou o temor de ser penalizado que rege nossa conduta.

    Procedemos dessa forma porque temos a convicção de que é correto. Simples assim.

    Certa feita, um jovem, ao tentar estacionar seu carro na rua, cometeu um deslize ao volante e acabou amassando a lataria do carro à frente.

    A rua vazia, ninguém à vista, o horário adiantado colaboravam para que a ação não tivesse testemunhas.

    Ele, contudo, sem titubear, escreveu breve bilhete, pedindo desculpas pelo acontecido, colocou seu nome e telefone para contato a fim de que pudesse acertar o conserto e deixou preso ao para-brisa do veículo com o qual colidira, embora de forma leve.

    Nada externo o obrigou assim proceder. Apenas o sentimento do dever, inscrito em sua consciência, conduziu aquele motorista à acertada ação.

    Isso acontece conosco. Na medida em que amadurecemos, à proporção que entendemos melhor nossa relação perante a vida e o próximo, as atitudes corretas deixam de ser imposições. Simplesmente as realizamos.

    Quando entendemos que as leis da vida maior são pautadas na justiça e respeito, passamos a exercitar tais valores em nosso dia a dia.

    Então, não temos necessidade da legislação que coage e obriga.

    Não teremos nossas ações pautadas pelo olhar vigilante de qualquer autoridade, ou porque as pessoas farão esse ou aquele comentário.

    Nossas ações não serão traçadas pela vantagem que podemos ter, ou por ser a maneira mais conveniente naquele momento.

    Tudo que fizermos terá por simples base a consciência e o dever.

    Esse é o exercício que nos cabe: o esforço de bem agir, de maneira consciente e devida.

    Para tal exercício basta, ao final de cada dia, repassando mentalmente as ações realizadas, perguntar a si mesmo, se alguém tem algo a dizer contra nós.

    Revivendo cada atitude, cada diálogo, cada decisão tomada, verificaremos o certo realizado, o indevido concretizado, na curta jornada.

    E, se em algum momento, tivermos dúvida da maneira correta de proceder, basta nos perguntemos como gostaríamos que outro agisse para conosco.

    A resposta a essa pergunta nos dará o norte e a referência absolutamente correta.

    Dessa forma, nesse exercício constante de análise e reflexão, iremos, aos poucos, construindo esse sentimento de dever, de justiça e responsabilidade em relação ao próximo.

    A partir de então, a legislação mais justa e o juiz mais severo estarão dentro de nossa intimidade, convidando-nos sempre ao bem proceder.

    Fonte: ..:: Momento Espírita ::..

    Redação do Momento Espírita.
    Em 13.4.2026.

    Justiça das Aflições

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