Natal! Grande bolo à mesa.
A árvore linda em festa. O brilho da noite empresta; Regozijo ao coração... É como se a Natureza Trouxesse Belém de novo Para os júbilos do povo Em doce fulguração. Tudo é bênção que se enflora, De envolta na melodia Da luminosa alegria Que te beija a segue além... Mas se reparas, lá fora, O quadro que tumultua, Verás quem passa na rua Sem ânimo e sem ninguém. Contemplarás pequeninos De faces agoniadas, Pobres mães desesperadas, Doentes em chaga e dor... E, ajudando aos peregrinos Da esperança quase morta, Talvez enxergues à porta O Mestre pedindo amor. É sim!... É Jesus que volta Entre os pedestres sem nome, Dando pão a quem tem fome, Luz às trevas, roupa aos nus! Anjo dos Céus sem escolta, Embora a expressão serena, Tem nas mãos com que te acena Os tristes sinais da cruz. Natal! Reparte o carinho Que te envolve a noite santa Veste, alimenta e levanta O companheiro a chorar. E, na glória do caminho Dos teus gestos redentores, Recorda por onde fores Que o Cristo nasceu sem lar. |
pelo Espírito Irene de Souza Pinto. Do livro: Antologia Mediúnica do Natal, Médium: Francisco Cândido Xavier. |
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Natal
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