quinta-feira, 7 de maio de 2015

REALIDADE

    Realidade

    Infeliz de quem segue mundo afora
    De coração cerrado à luz da vida.
    Infortunado o espírito que chora
    Sem um raio de  n'alma oprimida!...

    Desventurado aquele que demora
    Na noite de aflição indefinida.
    Consumindo a esperança de hora em hora
    Na descrença sem luz e sem guarida!...

    Foi assim que busquei a morte escura,
    Penetrando o porta da sepultura,
    Louco de dor, em passos cambaleantes...

    Mas, ao em vez de olvido, paz e nada
    Encontrei a mim mesmo noutra estrada,
    Triste só entre escombros fumegantes...
                              

                                Arnold Souza

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