sábado, 19 de janeiro de 2019

Jesus e Espiritismo

Jesus e Espiritismo
É imprescindível entender que nos
achamos convidados pelo Cristo de
Deus, através de Allan Kardec, para
compreender auxiliando e renovar
amando e iluminando, instruindo e
abençoando na edificação do Mundo
Novo.
E é incontestável o fato de que somos
livres por dentro de nós, na escolha
de decisões e diretrizes.


Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Mediunidade e Sintonia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A lição das gaivotas

Um enorme transatlântico partiu de movimentado porto rumo a outro continente. Do convés, os passageiros acenavam lenços e agitavam mãos, em manifestações de adeuses.
No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lançavam beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho.
Pouco depois, os que se encontravam no convés, ainda observando os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas prateadas acompanhando o imenso navio.
O seu voo atraiu a atenção de quase todos, tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas voltas, ao redor da enorme máquina concebida pelo homem.
Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou ameaçador. Ondas de espuma se levantavam ao açoitar dos ventos violentos.
Esboçou-se no firmamento uma tremenda tempestade. Com suas possantes máquinas, o navio cortava as vagas agitadas e parecia fazê-lo com dificuldade, dada a presença dos elementos da natureza em convulsão.
Um dos poucos viajantes que até então permanecia no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou.
Como podiam elas, com suas asas tão débeis, lutar contra o tufão, desamparadas nos céus? Elas nada tinham além do próprio corpo para enfrentá-lo.
Suas asas resistiriam ao vento implacável, se o possante navio, com suas máquinas que representam milhares de cavalos resistia com dificuldade ao tempo torrencial?
De repente, aquele homem que estava tão compadecido das avezinhas do mar, ficou perplexo. É que as pequenas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu abandonaram o navio na tempestade e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa região serena dos ares.
E a máquina, representando a ciência humana, prosseguiu na sua luta penosa para resistir à fúria dos elementos.
*   *   *
Em nossas vidas ocorre de forma semelhante. Quando pretendemos lutar unicamente com nossos próprios meios, encontramos o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam a alma e maceram o corpo.
Contudo, se utilizarmos os recursos da oração alcançaremos as possibilidades das asas das gaivotas.
Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das tempestades do cotidiano e voar placidamente.
Envolvidos pelas luzes da prece, alcançaremos regiões que o vendaval das paixões inferiores não alcança.
Fortificados pela oração, enfrentaremos o mar agitado dos problemas, a fúria das vicissitudes, e chegaremos ao porto seguro que todos almejamos.
*   *   *
Quando o triunfo nos alcançar ou quando sofrermos aparentes quedas, busquemos Jesus e falemos sem palavras ao Seu coração de Mestre e Amigo.
Condutor vigilante de nossas almas, Ele assumirá o leme da frágil embarcação das nossas vidas, permitindo-nos singrar o mar agitado das nossas dores, com coragem e segurança.
A medida ideal será sempre orar antes de agir, a fim de evitar que procedamos de forma imprevidente, o que nos conduziria ao desespero e a maior soma de dores.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. A tempestade e as gaivotas,
do livro Lendas do céu e da terra, de Malba Tahan, ed. Melhoramentos
e no verbete
Oração, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia  de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 16.1.2019.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Os Tormentos Voluntários

VI – Os Tormentos Voluntários


 FÉNELON
Lyon, 1860
            23 – O homem está incessantemente à procura da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o inevitável cortejo desta vida, dele poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa. Mas ele a procura nas coisas perecíveis, sujeitas às mesmas vicissitudes, ou seja, nos gozos materiais, em vez de buscá-la nos gozos da alma, que constituem uma antecipação das imperecíveis alegrias celestes. Em vez de buscar a paz do coração, única felicidade verdadeira neste mundo, ele procura com avidez tudo o que pode agitá-lo e perturbá-lo. E, coisa curiosa, parece criar de propósito os tormentos, que só a ele cabia evitar.
            Haverá maiores tormentos que os causados pela inveja e o ciúme? Para o invejoso e ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante. As posses alheias lhes causam insônias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que, talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades, cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”, pois os seus cuidados não têm compensação no céu.
            Quantos tormentos, pelo contrário, consegue evitar aquele que sabe contentar-se com o que possui, que vê sem inveja o que não lhe pertence, que não procura parecer mais do que é! Está sempre rico, pois, se olha para baixo, em vez de olhar para cima de si mesmo, vê sempre os que possuem menos do que ele. Está sempre calmo, porque não inventa necessidades absurdas, e a calma em meio das tormentas da vida não será uma felicidade?
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Por Allan Kardec

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Irritabilidade

Pedro, Elizabeth e José estavam reunidos a tarde toda, envolvidos no trabalho da Faculdade, que lhes custara semanas de pesquisa.
Cansados, não viam a hora de terminar e entregar a tarefa.
Elizabeth fazia os últimos retoques quando os colegas tiveram uma controvérsia. Ela recomendou calma para que tudo acabasse bem, mas os rapazes se alteraram em demasia.
Num momento de irritabilidade, Pedro, ao se levantar da cadeira esbarrou na mesa, derrubando tinta sobre a pasta do trabalho quase pronto.
O clima ficou demasiadamente tenso. Troca de acusações, desespero porque, afinal, o prazo era curto para refazer tudo.
Na sequência, houve choro, xingamentos, vozes alteradas.
Teriam que negociar com o professor mais tempo para refazer o trabalho.
Elizabeth disse que os acompanharia, mas que o encargo de falar seria dos dois que causaram o acidente.
Que situação haviam criado!
*   *   *
A irritação, que manifestamos repentinamente, é um fator de frequentes conflitos.
Provocando descargas de adrenalina na corrente sanguínea, altera nosso equilíbrio orgânico e, sobretudo, o emocional.
Muitas vezes, o cansaço é o responsável por essa crise.
Essa inimiga se manifesta em forma de impaciência e nos torna indelicados e rudes.
A expressão dura produz igual reação em quem a recebe e revida com descarga mental de revolta e antipatia.
A primeira atitude que devemos ter, quando percebermos em nós manifestações de irritação constante, é examinar-lhe a procedência.
E se o fato se repete e se reprisa, aconselhável buscarmos ajuda especializada antes de perdermos amizades caras ao coração ou magoarmos aqueles que nos amam.
Conhecer nossas emoções sempre nos fará perceber o que precisamos modificar em nós.
Tenhamos em mente que a irritabilidade é espinho cravado nas carnes da emoção, que deve ser extirpado.
Quanto mais permanece, piora o estado de quem o conduz, gerando infecções duradouras e perniciosas.
Se somos uma pessoa irritável, facilmente demonstramos nosso mau humor e insatisfação. Isso porque trazemos essas sementes na intimidade, na qualidade de sentimentos agressivos e amargurados.
Nossa conduta se torna intratável e passamos a ser conhecidos como os que estragamos o ambiente em que nos encontramos.
Tornamo-nos pessoas de difícil trato, nos sentindo felizes quando desagradamos ao outro; quando vemos os outros em maus lençóis.
Com tais disposições, naturalmente iremos criando uma aura de antipatia ao nosso redor, afastando as pessoas, que declinarão da nossa companhia, em qualquer circunstância.
Tenhamos em mente, portanto, que a verdadeira felicidade não causa dor nem sofrimento.
Que os sentimentos doentios gastam mais energias para se manifestar do que aqueles revestidos de amor verdadeiro.
Que temos liberdade de escolha para nossas opções, mas teremos que responder por todas as escolhas feitas.
Que é muito mais fácil e gratificante optarmos pelo sentimento que nos conduzirá à convivência feliz.
Como somente o amor tem a função de unir, com a possível brevidade, treinemos humildade e oração.
A humildade fortalecerá nossa paz íntima e a oração nos dará forças para vencermos a fraqueza cruel.
Sigamos nossa caminhada, pacificados, deixando a irritabilidade simplesmente como uma experiência no nosso passado.
 Redação do Momento Espírita, com pensamentos do cap. CXLVI,
do livro
Vida Feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 7.1.2019.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Destino da Terra e Causa das Misérias Humanas

Destino da Terra e Causa das Misérias Humanas


6 – Admira-se de haver sobre a Terra tantas maldades e tantas paixões inferiores, tantas misérias e enfermidades de toda sorte, concluindo-se que miserável coisa é a espécie humana. Esse julgamento decorre de uma visão estreita, que dá uma falsa ideia do conjunto. È necessário considerar que toda humanidade não se encontra na Terra, mas apenas uma pequena fração dela. Porque a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão, que povoam os inumeráveis mundos do Universo. Ora, o que seria a população da Terra, diante da população total desses mundos? Bem menos que a de um lugarejo em relação a de um grande império. A condição material e moral da humanidade terrena nada tem, pois, de estranho, se levarmos em conta o destino da Terra e a natureza de sua população.
7 – Faríamos uma ideia muito falsa da população de uma grande cidade, se a julgássemos pelos moradores dos bairros mais pobres e sórdidos. Num hospital, só vemos doentes e estropiados; numa galé, vemos todas as torpezas, todos os vícios reunidos; nas regiões insalubres, a maior parte dos habitantes são pálidos, fracos e doentes. Pois bem: consideremos a Terra como um arrabalde, um hospital, uma penitenciária, um pantanal, porque ela é tudo isso a um só tempo, e compreenderemos porque as suas aflições sobrepujam os prazeres. Porque não se enviam aos hospitais as pessoas sadias, nem às casas de correção os que não praticam crimes, e nem os hospitais, nem as casas de correção, são lugares de delícias.
                Ora, da mesma maneira que , numa cidade, toda a população não se encontra nos hospitais ou nas prisões, assim a humanidade inteira não se encontra na Terra. E como saímos do hospital quando estamos curados, e da prisão quando cumprimos a pena, o homem sai da Terra para mundos mais felizes, quando se acha curado de suas enfermidades morais.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
POR ALLAN KARDEC

E já é Ano Novo, outra vez

Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas...
É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o Novo Ano.
Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia.
Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos?
Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que  atesta da  pouca disposição em perseguir os itens elencados.
Ano Novo deve ter um significado especial.
Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.
Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional.
Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.
Sair mais com as crianças, não somente para passeios como a praia, a viagem de férias.
Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete.
Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete.
Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar.
Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses?
Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.
Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um Olá, desejar Boa viagem, Feliz aniversário!
Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.
Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.
E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.
Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.
Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.
Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.
Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.
Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.
Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o Novo Ano.
Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.
Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!
Redação do Momento Espírita.
Em 31.12.2018

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...