terça-feira, 6 de agosto de 2019

Vigoroso Convite

À primeira vista parece impossível, inviável. Uma parada para pensar, todavia, situa-o em possibilidade real, ainda que relativa. O apelo é forte, marcante, renovador. Ecoa no tempo, ecoa em nossas consciências.

Ele falou com convicção, causou espanto e a expressão valiosa ainda nos desafia, face ao estágio que ainda nos situamos. Todavia, temos que refletir na sua viabilidade.

O “Sede Perfeitos”, quando analisado à primeira vista soa impossível. Como ser perfeito com tantas dificuldades que trazemos? E Ele ainda acrescentou: “como perfeito é vosso Pai Celestial”. Isso então inviabiliza totalmente o convite, pois que não há como alcançar a perfeição absoluta de Deus.

Mas Ele convidou diretamente ao nosso coração. E, claro, como aprendemos e fruto de madura reflexão, é na relatividade do estágio que nos situamos que essa perfeição pode ser alcançada.

Essa relativa perfeição convoca à uma nova postura, justamente aquela que ainda teimamos em aderir com o coração. É a correspondência do “sal da Terra”, da “luz do mundo”, do “Sois Deuses”, do esforço continuado pela bondade, pela honestidade, pela ética, pela renúncia ao egoísmo e orgulho, enfim, pela conduta moral de humildade com o espírito de servir.

E olha o detalhe impressionante: acrescentada do “Amai os vossos inimigos”, pois como bem acrescentou: “se amarmos apenas o que nos amam, qual o mérito?”. E esse “amor aos inimigos” igualmente solicitando ampla reflexão. Não seremos capazes de sentir a mesma sensação de alegria, prazer e felicidade na presença de pessoas que nos maltratam, nos desprezam, nos humilham, nos agridem. Mas o convite é para não guardar mágoa ou ressentimento, para não querer vingança. Esse o sentido relativo da perfeição, que requer inclusive o sentimento de benevolência, indulgência e perdão para com nossos adversários.

Afinal, podemos nós mesmos sermos a causa da adversidade que nos chega. E, considerando o futuro, ser guardarmos o sentimento de vingança, criaremos laços vigorosos de mais adversidade que se transforma em ódio e obsessão. Então, há que pensar!

Como a perfeição, ainda que relativa – como é nosso caso no estágio que estamos –, expressa no convite, leva necessariamente ao amor em todas as circunstâncias inclusive com o surgimento da abnegação (desprendimento, dedicação, altruísmo) e do devotamento (dedicação), não é difícil concluir que inclusive com os adversários essa perfeição relativa é capaz de superar-se para a plena compreensão e a vivência do amor.

O convite é mesmo vigoroso! Reflitamos sobre sua abrangência.



Por Orson Carrara.
www.caminhosluz.com.br

sábado, 3 de agosto de 2019

Aprender com os erros

A perfeição ainda é um estado muito distante da Humanidade.
Todos os habitantes da Terra possuem fissuras morais e cometem equívocos.
Na verdade, errar não é um escândalo, no contexto das Leis Divinas.
Deus não criou as criaturas perfeitas, mas perfectíveis.
Os Espíritos encarnam e reencarnam infinitas vezes para desenvolver as virtudes cujo potencial trazem em seu íntimo.
A fim de que cresçam em vontade, sabedoria e amor, dispõem de livre-arbítrio.
Caso não pudessem fazer opções, seriam simples marionetes.
Como podem optar, é natural que nem sempre sejam felizes em seus atos.
O outro lado desse processo de aprendizado é a responsabilidade.
Ao desenvolver a consciência e a vontade, a influência dos instintos primitivos declina e a liberdade se expande.
A criatura torna-se cada vez mais responsável por seus atos e pensamentos.
Os equívocos são naturais para quem transita da ignorância para a sabedoria.
Apenas é necessário reparar todos os estragos causados.
Justamente por isso constitui sinal de imaturidade recusar-se a admitir os próprios erros.
A humildade constitui pressuposto do aprendizado.
Quem se imagina infalível e superior a todos mantém-se estagnado.
Para entrar em sintonia com a vida, impõe-se atentar para a lei do progresso.
O Universo todo é dinâmico.
As espécies animais e vegetais aperfeiçoam-se incessantemente.
Mesmo a configuração física da Terra não é estática.
Da mesma forma que as espécies inferiores, o homem possui um papel a desempenhar no concerto da Criação.
Ele está inserido na natureza e deve ser um agente do progresso.
Mas para impulsionar o progresso é necessário estar sempre evoluindo.
Assim, para não trair a missão de sua existência, proponha-se a ser cada vez melhor.
Admita sua imperfeição, mas não se acomode com ela.
Por vezes você erra, mas isso é normal.
Cuide para aprender com seus erros, a fim de não repeti-los inúmeras vezes.
E também assuma as consequências, boas ou más, de seus atos.
Repare todos os estragos que eventualmente causar.
Pague suas dívidas, peça desculpas, recomponha-se perante seus semelhantes.
Sem dúvida é necessário algum esforço para reconhecer um equívoco e retificar o próprio caminho.
Mas você viverá para sempre.
Certamente deseja, algum dia, ser uma pessoa sábia e pacificada.
Como ninguém fará o seu trabalho, esforce-se desde já para ser assim.
Ao se recusar a admitir um equívoco, você retarda a realização de seu luminoso destino.
Compenetre-se em seu papel de aprendiz e demonstre boa vontade para com a vida.
Não se apegue a coisas pequenas, como a vaidade e o orgulho.
Tais fissuras morais somente o infelicitam.
Aprenda a fazer o bem sem qualquer interesse pessoal ou sentimento oculto.
Ame e respeite a vida, seja nobre e solidário.
No início pode ser necessária alguma disciplina.
Mas com o tempo você incorporará esse modo de viver e será uma pessoa maravilhosa.
Eis uma meta pela qual vale a pena lutar.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. FEP.
Em 26.7.2019.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O Zelador da Fonte

Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade.

O cavalheiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca.

Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos.

Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina.

Rodas dágua de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.

Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.

Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte.

De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade.

E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.

Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte, de imediato.

Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas.

Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes.

Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura.

Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens.

O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas dágua começaram a girar lentamente, depois pararam.

Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.

O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido.

Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.

Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas dágua voltaram a funcionar.

Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.

Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores.

Aqueles que se desdobram, todos os dias, para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.

Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa.

Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los.

Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável.

O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável.

Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá.

Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes!

Pensemos nisso!



Por Redação do Momento Espírita, com base no cap.O zelador da fonte, de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para o coração, de Alice Gray, ed. United Press. Do site: http://momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=5808&stat=0

Abrigo Íntimo

Pedes abrigo no tumulto que habitualmente aparece diante das grandes renovações. Entretanto, as possibilidades para o levantamento de semelhante refúgio estão em ti mesmo.

Rememora a proteção sob a qual vieste ao Plano Físico. De nada dispunhas, além do amor com que te acolheram, no entanto, não te faltou apoio para o crescimento nem luz bastante para que se te clareassem os pensamentos.

Relaciona os empréstimos da vida com que ao mundo te vinculaste: oportunidades que te honraram; afetos que te surgiram; meios que obtiveste; lições que te enobreceram.

Soma as bênçãos que te enriquecem e pensa na aplicação respectiva que sete pede para a elevação do futuro.

Constrói, por dentro do próprio ser, o abrigo de entendimento que solicitas no qual possas desfrutar segurança e irradiá-la de ti. Agradece a tarefa que a vida te concedeu.

Trabalha confiando no êxito do bem. Usa os patrimônios da vida sem desperdiçá-los. Não retenhas vantagens com evidente prejuízo dos outros.

Se erraste, corrige-te sem precipitação em desespero. Não admitas o fracasso por perda definitiva e sim por ensinamento necessário ao triunfo.

Aceita os outros como são sem violentar-lhes o modo de ser e sem permitir que te destruam as realizações e os ideais. Segue o teu próprio caminho,compreendendo e amando sempre.

Assume as responsabilidades com que te deves conduzir, sem qualquer intromissão no comportamento alheio. Participa da existência, ofertando as tuas atividades ao montante do benefício comum.

Não te retardes em sombras de ressentimento ou irritação, contraexperiências de que ainda precisas. Segue adiante, pensando no bem, falando para o bem, agindo no bem e edificando para o bem, sem perder o tesouro das horas.

E suceda o que suceder, estarás em segurança, porque assim reconhecerás que a segurança inviolável em nós é a presença de Deus.



Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Busca e Acharás, Médium: Francisco Cândido Xavier

Calvário Acima

Eis a luta, alma querida,
Este é o roteiro da vida,
Se buscamos a ascensão...
Por fora, golpes e dores
Nos caminhos remissores,
E angústia no coração.

Tempestades, ventanias,
Horas tristes e sombrias,
Incompreensão a gritar!...
A terra empedrada e dura,
O desencanto e amargura,
No sonho a desesperar...

Mas, sigamos para a frente,
Embora a estrada inclemente,
De ombros vergados à cruz!
Vencendo a sombra e a agonia,
Alcançaremos, um dia,
O monte da eterna luz.

Subamos sem desalento,
A palma do sofrimento
É santa renovação,
Quem, com Jesus, segue e lida,
Atinge os cimos da vida
Ao sol da ressurreição.



Pelo Espírito João de Deus - Do livro: Relicário de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier

A Caridade

Dentre as maravilhas ensinadas por Jesus de Nazaré, o Homem que dividiu a História da Humanidade, está a caridade.
Um costume muito comum aos fariseus, era o de tentar o Mestre, fazendo-lhe perguntas que julgavam embaraçosas. Todavia, Jesus a todas respondia, com presteza e sabedoria.
Certo dia, um deles, que era doutor da lei, propôs a seguinte questão:
Mestre, qual o grande mandamento da lei?
Jesus lhe respondeu: Amarás o senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. Esse o maior e o primeiro mandamento.
Eis o segundo, que é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo, como a ti mesmo. E acrescentou: Toda lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.
Como é fácil perceber, Jesus sintetizou a lei e todos os ensinos dos profetas nestes dois mandamentos: Amar a Deus e ao próximo.
Se um não for cumprido, o outro também não será, ou seja, não se pode amar a Deus, sem amar Seus filhos, ou amar os filhos sem amar o Pai.
Podemos compreender com isso, que Jesus falava da caridade, pois na sequência da resposta Ele narrou a parábola do bom samaritano.
A parábola faz referência a três pessoas que se depararam com um homem ferido no caminho, e ressalta que quem se compadeceu e o socorreu foi um samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor ao próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade.
Percebemos nos ensinos de Jesus, que a prática da caridade é uma condição para a conquista da felicidade.
Vejamos que a caridade não é somente dar coisas, mas doar-se ao próximo, condição que não requer recursos financeiros nem influência social. Todos podemos fazê-la.
O Apóstolo Paulo fala da caridade com as seguintes palavras: Ainda que eu tivesse a linguagem dos anjos; tivesse o dom da profecia que penetrasse todos os mistérios; tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.
E prossegue dizendo: E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
Está bem claro, nos ensinos de Paulo, que o fato de distribuir os bens materiais não é suficiente, ou não é só nisso que consiste a verdadeira caridade.
A caridade material é apenas uma faceta, a outra é a caridade moral.
Não basta ter fé, não precisa ser profitente desta ou daquela religião, é preciso ter caridade como a entendia Jesus: Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
É, em resumo, fazer ao próximo todo o bem que desejamos que o próximo nos faça.
*   *   *
Nos caminhos claros da inteligência, muitas vezes, as rosas da alegria completa produzem os espinhos da dor, mas, nas sendas luminosas da caridade, os espinhos da dor oferecem rosas de perfeita alegria.
 Redação do Momento Espírita, com base no cap. XV, item 4 de
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB e no
verbete
Caridade,  do livro Dicionário da alma, Espíritos Diversos,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 29.7.2019.

Palavras de JESUS

As palavras de Jesus têm sido estudadas e analisadas ao longo do tempo pelos homens.
Algumas delas ainda hoje nos parecem estranhas, seja porque a forma que as várias traduções lhe deram as tenham deturpado, seja porque ainda não foram compreendidas por nós.
Dentre essas, uma das frases que tem intrigado a mente estudiosa é a que pronunciou enquanto na cruz: Deus meu, Deus meu, por que me glorificaste?
Essa expressão atesta a perfeita ciência de Jesus ao propósito para o qual viera à Terra.
Ele, o Pastor desta Humanidade, desejou vir ter com o Seu rebanho para guiá-lo mais precisamente. Para mostrar que o reino dos céus pode ser por todos conquistado.
E, particularmente, para lecionar o amor.
Ele tinha plena consciência do que viria a sofrer, considerando a ignorância dos homens da época.
Ao entender que está sendo glorificado no Seu sacrifício, manifesta a plena adesão à missão que assumira.
Se Ele assim procedeu, outros que lhe seguiram o exemplo, igualmente o fizeram.
Narra-se que o rabi Akiba, ao ser torturado, sorriu e porque lhe fosse indagado pelo general romano por que sorria, respondeu:
Durante toda minha vida tenho aprendido que devia amar o Senhor meu Deus com todo o meu coração, com toda minha vida, com todas as minhas forças.
Jamais pude amá-lO com toda minha vida senão agora. Por isso estou feliz.
Também como Jesus, os Apóstolos, com exceção de João, que teve morte natural, em avançada idade, sofreram torturas e morte dolorosas.
E não vacilaram em momento algum. Testemunho de fé. Compromisso com a missão abraçada.
Outra frase de Jesus, enquanto padecia a agonia da crucificação, é de superior exemplificação. Ele se expressa dizendo: Tenho sede.
Natural. Ele sofrera o suplício dos açoites e da colocação da coroa de espinhos, na noite anterior, o que O levara à perda de sangue.
Desde a ceia que fizera com os discípulos, antes da prisão, não mais comera, nem bebera.
O esforço da caminhada até o alto do Gólgota, lhe consumira as energias. Estava desidratado.
Então, conforme o costume, os soldados embeberam uma esponja em vinagre e mirra, mistura que constituía um narcótico para diminuir as agruras das dores da crucificação.
Colocaram-na em uma vara e a levaram aos lábios de Jesus. Ele a recusou.
Desejava estar íntegro, consciente, até o final.
Como Modelo e Guia, não poderia proceder de forma diferente.
Se ensinava por palavras, agia de forma condizente ao que lecionava. Modelo do verdadeiro líder. Do autêntico instrutor.
Finalmente, verificando que a hora derradeira se aproximava, Seus lábios se abrem para dizer mais uma frase: Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.
Palavras de Jesus. Ensinamentos preciosos. Quanto ainda nos compete compulsar os Evangelhos, ler e reler Seus ditos e Seus feitos.
O mundo necessita muito da presença de Jesus. E nós, os cristãos, nos devemos esmerar em mergulhar a mente e embeber o coração nesses conteúdos, a fim de traduzi-los em conduta e expressões.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 1º.8.2019.

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...