sábado, 24 de novembro de 2018

Um Novo Século de Luz

Um Novo Século de Luz
Meimei

Ah! Eu queria tanto, como eu queria
Que a natureza continuasse
Vertendo Amor por toda a Terra
Fazendo dos campos verdejantes um tapete de cores
Onde a criança caminhasse entre flores
Sem temores...

Ah! Eu queria tanto, como eu queria
Que em cada favela, em cada vila
Todas as crianças tivessem guarida
No coração do homem...
Operário ou empresário
Para nele encontrar...
Nem que fosse um cantinho
Para falar de seus sonhos
Que eles não são quimera
Que alguém pode fazer dele
Eterna primavera...

Ah! Eu queria tanto, como eu queria
Que ninguém chorasse mais a partida
Do filho querido que a morte levou
Que descobrisse no Evangelho
Que um lugar existe
É um mundo tão belo!
Nos braços ternos de alguém
É recebido ele
Com anelo!

Ah! Eu queria tanto, como eu queria
Que o Século vinte e um
Fosse o século de luz
Que todos nele se iluminassem
Para que o Amor
Em todos despertasse...

Ah! Eu queria tanto, como eu queria
Que todos vivessem em paz
E na Terra toda
Esta paz reinaria...
Demonstrando a você, irmão
Que é também capaz
De construir o século de luz,
Vivendo realmente
O grande amor de Jesus
Ah! Como eu queria...



Autor: Meimei
Psicografia de Miltes Bonna

As Moedas

Dois homens se instalaram, com suas tendas e mercadorias, à beira de movimentada estrada.
Na tenda maior, de listas grandes, coloridas, muito chamativa, ficou um homem de grande ambição. Seu desejo era juntar muitos tesouros.
Por isso mesmo, suas mercadorias eram demasiado caras, embora fossem ricamente apresentadas em embalagens suntuosas.
Na tenda menor, de colorido delicado, o outro homem simplesmente se dispôs a aguardar os que desejassem chegar até ele. Nenhum cartaz de propaganda bombástica, nem qualquer outro artifício.
O primeiro atraía multidões. Os que por ali passavam, estranhamente se dirigiam para a sua tenda e ninguém discutia ou buscava barganhar os preços das mercadorias.
Apesar das grandes somas que deviam despender, todos se mostravam dispostos a pagar, sem qualquer discussão.
O segundo não tinha muitos fregueses. Discreto, enquanto aguardava, plantava flores em seu jardim. O lugar era, assim, agradável e de encantos naturais.
Poucos paravam ali, mas os que se detinham, recebiam das mãos do bom homem flores perfumadas de variados matizes.
Havia tanta singeleza e bondade na doação, que alguns chegavam a se emocionar, e com beijos nas mãos calosas do anônimo jardineiro, procuravam agradecer as dádivas generosas, depositando nelas as lágrimas das suas almas tocadas pelo gesto.
O primeiro homem logo foi enchendo o seu cofre com recursos amoedados. Tantos, que a cada dia mais abarrotavam todos os escaninhos do grande local.
Sentia-se feliz vendendo, a peso de ouro, a calúnia, a maledicência, o vício, a inveja, o ciúme. E os passantes prosseguiam, sempre mais ávidos, a buscar-lhe as mercadorias.
Os dias se multiplicaram e se transformaram em semanas, que cederam lugar aos meses. Na somatória desses, advieram os anos.
Certa tarde, quando o sol ia descansando no horizonte, derramando seus derradeiros raios sobre a terra fértil, colorindo o céu de ouro, sangue e prata, os dois homens entenderam que a sua hora se aproximava e que seria bom fazer o balanço das suas finanças.
O primeiro homem, da tenda maior, abriu o cofre e, desgostoso, constatou que ele estava cheio de moedas de metal sujo.
Ele fora enganado. Durante anos, recolhera o que pensava serem moedas fartas de ouro e verificava serem todas de valor quase nulo.
O outro estendeu as mãos e as descobriu cheias de preciosas gemas. As lágrimas de gratidão dos que haviam sido aquinhoados com suas flores de bondade, haviam se transformado em pedras de alto valor.
O homem que vendera ilusões, gozos e prazer, entendeu. Ele comercializara e recebera as moedas da Terra, passageiras, ilusórias, que somente compram as coisas do mundo e se perdera, no emaranhado do mal.
O outro, por ter distribuído a bondade sem nada pedir em troca, recebera as moedas do mundo invisível.
*   *   *
Semear o bem ou comprazer-se no mal, é decisão de cada um.
Somos responsáveis não somente pelo mal que praticamos, mas também por aquele que, de alguma forma, encorajamos os outros a praticar.
Assim, todo bem que espalhamos ao nosso redor, é bem para nós mesmos, pois sempre é dado a cada um segundo as suas obras.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A moeda da Terra e
a do Céu, do livro À sombra do olmeiro, pelo Espírito Um jardineiro,
psicografia de Dolores Bacelar, ed. Correio Fraterno do ABC.
Em 23.11.2018.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Reconhece-se O Cristão Pelas Suas Obras

II – Reconhece-se O Cristão Pelas Suas Obras

SIMEÃO
Bordeaux,1863

            16 – “Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Escutai estas palavras do mestre, todos vós que repelis a doutrina espírita como obra do demônio! Abri os vossos ouvidos, pois chegou o momento de ouvir! Será suficiente trazer a libré do Senhor, para ser um fiel servidor? Será bastante dizer:“ Sou cristão ”, para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”. – “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”. – Eis as palavras do Mestre. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Quais os frutos que a árvore do Cristianismo deve dar, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com a sua sombra uma parte do mundo, mas ainda não abrigaram a todos os que devem reunir-se em seu redor? Os frutos da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e fé. O Cristianismo, como o vem fazendo desde muitos séculos, prega sempre essas divinas virtudes, procurando distribuir os seus frutos. Mas quão poucos os colhem! A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus. Quiseram moldá-la segundo as suas ideias, modelá-la de acordo com as suas conveniências. Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram. Seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produzem. O viajor sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto de esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos adustos, pressagiando mau tempo. É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos pés. A mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por crestá-las!
            Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações, meus bem amados! Cultivai esta árvore da vida, cujos frutos proporcionam a vida eterna. Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos. Deixai-a assim como o Cristo vo-la deu: não a mutileis. Sua sombra imensa quer estender-se por todo o universo; não lhe corte a ramagem. Seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajor cansado, que deseja chegar ao seu destino. Não os amontoeis, para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém. “São muitos os chamados e poucos os escolhidos”. É que há os açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não vos coloqueis entre eles; a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos. Ide, pois, procurar os necessitados; conduzi-os sob as ramagens da árvore e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece. “Não se colhem uvas dos espinheiros”. Meus irmãos, afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho, e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.
            O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Os que me dizem Senhor, Senhor, nem todos entrarão no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Que o Senhor das bênçãos vos abençoe, que o Deus da luz vos ilumine; que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos! Credes e orai!

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Por Allan Kardec

Lei do Universo

Nada fica onde está para sempre. Tudo se renova. Tudo se modifica, mudam suas estruturas, muda sua forma de ser.
Essa lei vale para o mundo da matéria e para o mundo do Espírito.
O progresso é lei do Universo, é lei natural, e trabalha incansável através das eras revolucionando tudo e todos.
Partimos do estado primitivo e rumamos para a perfeição. Muitas experiências são necessárias para nos burilarmos, sempre em transformação.
No Universo, nada pode ficar parado.
O tão conhecido daqui não saio, daqui ninguém me tira, não resiste à lei do progresso, que nos faz abandonar as velhas posturas, querendo ou não, uma hora ou outra.
A chamada força das coisas nos leva, inevitavelmente, à revisão das posturas, à renovação da vida, seja na mesma encarnação, ou numa nova, em condições totalmente diversas da anterior.
A lei universal nos empurra para diante, não nos deixa dormir no ponto, não nos permite a ociosidade, uma vez que é lei educativa, acima de tudo, comandada por um Pai amoroso.
Chegar na Terra em determinada condição espiritual e sair de igual forma é derrota para a alma que precisa progredir.
Por isso, cada oportunidade deve ser profundamente aproveitada, cada aprendizado, cada sofrimento, cada alegria, tudo precisa estar sendo colhido por nós e ir nos tornando maiores.
Vejamo-nos como aprendizes, como frequentadores de uma grande escola que pode dizer, ao final de cada dia letivo: hoje sabemos mais do que ontem.
Não nos referimos apenas ao conhecimento das coisas, do saber do intelecto, mas da sabedoria completa, que passa pela melhoria nas relações com o próximo e conosco mesmo.
O progresso que estamos conquistando é intelectual e moral. Por vezes, na busca desenfreada pelo primeiro, descuidamos do segundo, bem mais difícil de ser alcançado.
O intelecto pode ser desenvolvido, na grande maioria das vezes, na solitude. A moralidade é construída na vida em sociedade, no contato com o próximo.
O intelectual nos traz o esclarecimento, a capacidade de usar a razão e discernir, fazer melhores escolhas.
O moral nos permite amar melhor, conviver bem com o outro e conosco mesmo.
Por isso, da mesma forma que traçamos planos para nossas conquistas do saber: que cursos queremos fazer, mestrados, doutorados, áreas de aprofundamento, deveríamos igualmente estabelecer metas para a outra área do progresso.
Em que aspecto moral queremos nos desenvolver mais nesta vida? Quais as necessidades mais urgentes?
Os cursos de especialização, mestrados e doutorados em virtudes são a própria vida e seus desafios. A família, por exemplo, e suas surpresas constantes, suas fases, suas carências.
Nossa participação social, nosso papel no mundo, tudo isso são formas de nos especializarmos nas diversas virtudes da alma e conseguirmos finalizar a existência melhores do que quando aqui chegamos.
Pensemos nisso. Nosso progresso é também o progresso do mundo. Se desejamos ver uma Humanidade melhorada, comecemos por nós.
O progresso da nossa Terra é a soma do progresso individual de todos nós.
Redação do Momento Espírita.
Em 19.11.2018.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Fé, Caridade e Kardec

Fé, Caridade e Kardec
Com Allan Kardec aprendemos que fé é
exercício de caridade, e caridade é
luz acesa sobre o combustível da fé,
norteando passos. Kardec nos trouxe a
metodologia para atingir a meta.

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Divaldo Franco

Prudência

Prudência é atitude de sabedoria.
Prudência no falar; prudência no agir; prudência no pensar.
Eis uma importante virtude da alma.
O falar com prudência nos conduz a uma atitude refletida, pois muitas vezes perdemos o domínio das palavras que, desatreladas, produzem incêndios, promovem conflitos e muitos outros desastres.
A palavra não pronunciada é patrimônio precioso de que o ser humano se pode utilizar no momento justo.
A palavra liberada pode se converter, quando dita sob ofensas, em castigo que volta a punir o irresponsável que a libera.
A ação precipitada, sem a necessária prudência, invariavelmente causa desacertos e aflições sem nome, conduzindo as vítimas ao despenhadeiro do insucesso, em cuja rampa o remorso sempre chega tarde.
Antes de agir o homem é depositário de todos os valores que pode investir. Após a ação colhe os resultados do ato.
Salutar, dessa forma, agir, através da ponderação a fim de que a atitude não se converta em algoz, que escravize quem a praticou.
Pensar prudentemente.
Uma ofensa que nos chega aos ouvidos, nos ferindo, pode nos conduzir a uma posição exaltada, impedindo, em consequência, a perfeita ordenação mental.
Observamos o ocorrido através de ângulos falsos, distorcidos, numa apreciação perturbada, e os resultados são quase sempre danosos.
Pensar refletindo, aí está a prudência. Ouvir, criando o hábito de ponderar, para então chegar às legítimas conclusões em torno dos verdadeiros problemas da vida.
Precipitado, Napoleão conquistou a Europa e, refletindo, meditou tardiamente nos erros cometidos, na ilha de Santa Helena.
Conduzido pela supremacia da força, Alexandre Magno dominou o mundo e febres estranhas tomaram conta de seu corpo jovem, antes das reflexões de que muito necessitava.
Com prudência Jesus pensou, falou e agiu, em todas as oportunidades.
*   *   *
Toda ação prudente é cautelosa. Porém, ao contrário do que pensa o senso comum, prudência não é morosidade. A virtude da prudência, aliás, é o justo meio entre dois extremos, como tão bem colocou Aristóteles:
De um lado a inação ou a lentidão; no outro extremo a precipitação, a pressa. Ela estará no equilíbrio, no ponto central.
Prudência não admite perda de tempo. É rápida e certeira, pois o tempo é inerente a ela.
Sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas foi o conselho de Jesus, na preparação de Seus discípulos para o trabalho que teriam pela frente. Seriam lançados como ovelhas no meio de lobos.
A serpente representa a prudência, que nos permite reconhecer o mal com antecedência e assim fazer as melhores escolhas em todas as situações.
A prudência é considerada por muitos como a virtude por excelência, porque através de seu exercício é que os seres humanos podem refletir e decidir com sabedoria.
Por isso, sejamos prudentes. Nem apressados, nem lentos demais: prudentes...

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 43, do
livro
Convites da Vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 12.11.2018.

sábado, 10 de novembro de 2018

Transição do Planeta

Transição do Planeta

"Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe,

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e
degenerativos.
Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração. Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...
Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o
propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.
Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.
As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.
Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.
Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.
Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral.
Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.
Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.
As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.
Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.
O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.
Dai-vos as mãos!
Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.
Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...
Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.
Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.
Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.
Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.
Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.
Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra."

Mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes (espírito) transmitida por Divaldo Franco
(13.11.2010 – Los Angeles)

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...