quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Uma Prece

Ao despertar, enquanto você abre os olhos e se espreguiça na cama, seja para o Senhor da Vida o seu primeiro pensamento.
Meditando em tantas coisas que logo mais lhe tomarão todas as horas do dia, sem lhe deixar tempo para telefonar para o amigo que há muito não vê, ou almoçar com a família, eleve a Deus o seu pensamento e lhe diga:
Senhor, acalma meu passo. Desacelera as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
Diminui meu ritmo apressado com a visão da eternidade do tempo. Em meio às confusões do dia a dia, dá-me a tranquilidade das montanhas.
Retira a tensão dos meus músculos e nervos com a música suave dos rios de águas cantantes que vivem em minhas lembranças.
Ajuda-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono. Ajuda-me a me preparar bem para o repouso de todas as noites, lembrando-me sempre que enquanto dorme meu corpo, eu, Espírito, adentrarei o verdadeiro mundo e irei aos lugares que a minha mente elegeu como meu tesouro.
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias: reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor, papear com um amigo, afagar uma criança, ler um poema, ouvir uma música preferida.
Ensina-me a ter olhos de ver a beleza do céu azul, um raio de sol, a chuva da tarde, o cair da noite, com seu manto aveludado bordado de estrelas.
Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa perceber no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias, cansaços ou desalentos, a Tua presença constante no meu coração.
Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa entoar o cântico da esperança, sorrir para o meu próximo e calar–me para escutar a Tua voz.
Acalma meu passo, Senhor, e inspira-me a enterrar minhas raízes no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer até às estrelas do meu destino maior.
Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me deste, pelo meu trabalho e, sobretudo, pela Tua presença em minha vida.
Tudo isto Te peço, Senhor, pois se estás comigo, em nenhum lugar me sentirei triste, porque, apesar da tragédia diária, Tu enches de alegria o Universo.
Se estás comigo, não tenho medo de nada, nem de ninguém, porque nada posso perder e todas as forças do Cosmos são impotentes para tirar-me o que me pertence, na qualidade de filho de Deus: o Teu amor.
Se estás comigo, tudo executarei em Teu nome. Enfim, em nenhum lugar me sentirei estranho, deslocado, porque estás em todas as regiões, na mais suave de todas as paisagens, no limite indeciso de todos os horizontes.
*  *  *
A brisa refrescante que arrefece o calor dos dias de verão somente nos beneficiará se a respirarmos compassadamente.
Somente poderemos sentir a chuva benfazeja que se derrama sobre larga faixa terrestre, trazendo a fertilidade ao chão e alimentando as fontes, se alongarmos as mãos para recolher o líquido precioso.
Também as bênçãos de Deus se espelham sobre todas as criaturas, porém, para que as possamos sentir, dulcificando-nos as vidas, é preciso que nos unamos, em sintonia feliz, a essas faixas de luz.
E essa sintonia se chama oração.
Redação do Momento Espírita, com base no cap.3, do livro Rosângela,
pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. FRÁTER e no
texto
Se amas a Deus, de Amado Nervo, do livro Um presente especial,
de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. FEP.
Em 2.8.2018.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Causa e Efeito


Nascimento: 3 de outubro de 1804

Morte: 31 de março de 1869 (64 anos)

Ocupação: Professor, Pesquisador, Pedagogo, Filósofo

Biografia: Hippolyte Léon Denizard Rivail foi educador, escritor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita.

- https://kdfrases.com/frase/91622

O Umbral

A ideia do Umbral sempre provocou fascínio entre os espíritas e não espíritas. Desde que o médium Francisco Cândido Xavier revelou pela primeira vez a existência do Umbral no livro Nosso Lar, em 1944, muitas pessoas criaram uma certa curiosidade sobre o assunto. Umbral pode ser definido como uma zona ou região cósmica onde se encontram, por afinidade e sintonia, espíritos que estão presos aos resultados de suas próprias ações, emoções e pensamentos negativos. É onde se reúnem desencarnados que não conseguem se libertar de muitas emoções, como mágoa, culpa, ressentimento, ódio, revolta, ambição, apego, angústia, dor, luto, decepção, frustrações, etc.
Seria, a bem dizer, uma região extrafísica onde os espíritos de afinidades e vibrações menos elevadas se encontrariam unidos em vibração de pensamentos e paixões. Porém nas próprias obras de André Luiz, assim como noutras obras de espíritos conhecidos, o umbral é tido como uma zona mental não necessariamente física, onde os pensamentos dos espíritos – encarnados ou desencarnados – cria as formas-pensamento que nada mais são que imagens criadas pela imaginação, vibração e energia mental que alimentam estas criações mentais.
Para o Umbral normalmente espíritos cuja vibração é muito baixa são atraídos por sintonia; espíritos que cometeram erros terríveis em vida ou que se prendem em paixões, vícios, sexo, drogas, perversões, maldades e toda sorte de qualidades inferiores, como orgulho, egoísmo, vaidade, medo, tristeza profunda, etc. Quase sempre esta “ida” ao umbral após o desencarne é compulsória e involuntária. O espírito se atrai a este ambiente psico-espiritual através das suas atitudes em vida e seus mais íntimos pensamentos.
Como no caso de André Luiz que foi atraído a o umbral devido a sua vida materialista e de grandes extravagâncias, muitos de nós acabamos nos encontrando neste “ambiente infernal” devido às nossas relutâncias em desapegar-se das paixões materiais. Muitos espíritos no umbral sofrem com problemas graves de consciência machucada pelo pior juiz que podemos ter que enfrentar: Nós mesmos. A culpa, a raiva e até mesmo o sentimento de vingança e rebeldia tornam espíritos umbralinos – espíritos que estão a tanto tempo perdidos no umbral – soldados incansáveis da marcha anti-evolutiva.

Como evitar o Umbral?

umbral 2
Mas não há motivos para desespero, existe uma forma de não “ir” para o umbral e ela é bem simples! tudo bem não é tão simples mas o importante é ter boa vontade e determinação! Caso nos tornemos pessoas desprendidas do mundo material, cheias de bons sentimentos, não dando espaço para a inveja, arrogância, ganância e orgulho poderemos não ter que passar por este estágio tão degradante d’alma.
O processo evolutivo não dá saltos, cada passo é dado aos poucos e não seria diferente com a nossa reforma íntima. É muito importante que estejamos atentos às nossas atitudes e aos nossos pensamentos – Orai e Vigiai – já nos dizia o mestre Jesus. Quem ora está em constante contato com o plano espiritual superior e quem vigia está sempre atento para suas atitudes perante as provações e expiações da carne. Para redimir-se com os erros do passado precisamos acertar o presente para que encontremos um futuro de bênçãos e alegrias. Confiar na providência divina e fazer a nossa parte diante do processo evolutivo é a melhor maneira de se evitar o Umbral e as penosas situações que extraímos de experiências desagradáveis de irmãos que nos trouxeram em vias mediúnicas seus testemunhos.
Sejamos pois de agora em diante exemplos de superação, de boa vontade e de refazimento. Criemos, pois, a nossa reforma íntima com sincera humildade e busca pela redenção. O umbral nada mais é do que a nossa imperfeição sendo colhida através das escolhas que fizemos durante nossa encarnação presente, logo é possível evita-lo basta seguir ao Cristo, nosso maior exemplo de perfeição na terra.

Muita paz e sucesso aos irmãos na reforma íntima!

https://espiritismodaalma.wordpress.com/2017/11/12/o-umbral/

Fontes: Livro dos espíritos , Allan kardec
Nosso lar , Francisco Cândido Xavier (pelo espírito André Luiz)

Pensamento e Vontade

Pensamento e Vontade

Para o estadunidense William James (1842-1910), um dos fundadores da Psicologia moderna, conhecido filósofo do pragmatismo(doutrina que coloca em prática as ideias) ou filosofia dos resultados, o fluxo do pensamento caracteriza a consciência e a capacidade de pensar é inerente ao ser integral. Ou seja, somos o ser que pensa, enquanto pessoa total, não uma parte de nós, o nosso sua, seu “ego”.
O pensamento é flexível, volátil, fácil de mudar e pode ser controlado, por treinamento. O pensamento humano é contínuo, não fragmentado como o dos animais. É governado pela razão e também pelas emoções, sentimentos e paixões.
O pensamento  e a vontade, segundo Ernesto Bozzano (1862-1943),  filósofo italiano e respeitável escritor espírita do passado,  são forças plásticas e organizadoras da Natureza1 elaboradas pela mente do Espírito. Portanto, não é função do cérebro, que executa os comandos da mente. Daí os alquimistas e magos, que tinham controle sobre os pensamentos, saberem impregnar objetos (amuletos) de forças magnéticas e , por força do magnetismo pessoal, influenciar comportamentos, próprios e das pessoas mantidas sob influência. Neste sentido, a vontade exerce função controladora da emissões mentais: “[…] é a gerente esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental.”2
Pelo pensamento o indivíduo cria formas-pensamento (criações mentais ou ideoplastias),  de duração mais ou menos longa, que podem ser projetadas objetivamente e serem captadas pelos Espíritos que já morreram ou que se encontram neste plano de vida. Estas formas-pensamento podem ser fotografadas, por meio da fotografia escotográfica (termo proposto por Felícia Scatcherd no Primeiro Congresso Internacional de Pesquisas Psíquicas realizado em Copenhague, 1921). Seria impressão no escuro, em oposição à fotografia propriamente dita, que é a impressão pela luz).
O ser humano pensa por meio de imagens às quais acoplam ideias, podendo transmiti-las a outrem pelo pensamento (telepatia), gestos ou expressões corporais (linguagem do corpo), independentemente do plano de vida em que se encontra.
Segundo o Espírito Francisco Dias da Cruz “O pensamento é força que determina, estabelece, transforma, edifica, destrói e reconstrói. Nele, ao influxo divino, reside a gênese de toda a Criação.”3 E Emmanuel acrescenta, por sua vez:
A mente é o espelho da vida em toda parte. […] O reflexo esboça a emotividade. A emotividade plasma a idéia. A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações. […]assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação. Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante. Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.  O reflexo mental mora no alicerce da vida.Refletem-se as criaturas, reciprocamen te, na Criação que reflete os objetivos do Criador. 4

www.febnet.org.br

Referências: 
  1. BOZZANO, Ernesto. Pensamento e vontade. 8 ed. Rio de janeiro: FEB 1991. Item; As forças ideoplásticas, p.5.
  2. XAVIER, Francisco Cândido. Pensamento e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 18 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008,cap. 2.
  3. _____. Instruções psicofônicas. Diversos Espíritos. 9 ed.Rio de Janeiro: FEB, 2006, cap. 19 (Alergia e Obsessão– mensagem de Dias da Cruz).
  4. _____. Pensamento e vida. Op. Cit. Cap. 1.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Jesus e o mundo

É comum os que nos afirmamos cristãos, demonstrarmos desânimo com a corrupção do mundo.
Entretanto, o Cristo é o maior exemplo de confiança na regeneração dos homens.
Infinitamente superior a todos os seres que passaram pelo planeta, Ele ensinou e exemplificou o bem.
Renunciou, temporariamente, de sua natural morada junto aos anjos, para conviver com seres rudes.
Suportou demonstrações de ignorância e crueldade, ao ponto de aceitar a dor do martírio.
Assim O fez certamente por acreditar no progresso da Humanidade.
Jesus, o Modelo da Perfeição, não recusou o convívio com os doentes do corpo e da alma.
Ele afirmou que os que gozam de saúde não necessitam de médico. Portanto, como Divino Médico das almas, Ele veio para os que se encontravam equivocados.
Por consequência, nós, os Seus seguidores não devemos agir de modo diferente.
Assim, não é viável perdermos a esperança ou desanimarmos, diante das pequenas e abençoadas lutas que o céu a todos nos concede.
As sombras das experiências humanas são provas purificadoras.
Desta bendita escola saíram, diplomados em santificação, Espíritos sublimes.
Hoje eles se constituem em abençoados patronos da evolução terrestre.
Os que seguimos na retaguarda, por entre dificuldades morais, não podemos menosprezar o plano de aprendizado que a vida nos oferece.
Se compreendemos um pouco as leis superiores que regem o Cosmo necessitamos dar a nossa cota de exemplo e sacrifício.
Se o melhor não auxiliar o pior, inutilmente aguardaremos a melhoria da Humanidade.
Se o bom desamparar o mau, a fraternidade não passará de uma ilusão.
Se o sábio não auxiliar o ignorante, a educação não passará de uma perigosa mentira.
Caso o humilde fuja do orgulhoso, o amor se converterá em palavra inútil.
O aprendiz da gentileza não pode desprezar o prisioneiro da impulsividade e da grosseria.
Se assim fizermos, o desequilíbrio terminará por comandar a existência humana.
A virtude precisa socorrer as vítimas dos vícios e o bem necessita amparar os que se lançam nos despenhadeiros do mal.
Caso contrário, a admiração e o encanto pela figura do Cristo de nada nos servirá.
O Mestre não era deste mundo, mas a ele veio para a redenção de todos.
Sabia que Seus apóstolos não pertenciam ao acervo moral da Terra.
Mas os enviou para que, sob sua influência, o planeta se convertesse em um reino de luz.
*   *   *
Se, como cristãos, fugimos ao contato do mundo, a pretexto de nos preservarmos do erro, seremos como uma flor improdutiva na árvore do Evangelho.
A Seara do Senhor não necessita de cânticos e ladainhas, mas de trabalhadores abnegados e fiéis.
Do nosso esforço é que deverá brotar a sementeira renovada de um amanhã pleno de paz e fraternidade.
Pensemos nisso.
 Redação do Momento Espírita, com base no cap. 29, do livro Coragem,
pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier,
ed. CEC.
Em 27.7.2018.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

 A Bagagem

Existe um personagem de desenhos animados infantis que tem um certo toque de mistério e magia.
Seu nome é Gato Félix. A todo lugar que vá, ele leva a sua maleta. É uma maleta especial, pequena. E, contudo, tudo o que ele deseja, tira da dita maleta.
Se for hora do lanche, ele encontra frutas, sanduíches e sucos. Se necessita fazer um conserto, as ferramentas lá estão. Sempre as certas e precisas.
Se chove de repente, basta abrir a maleta para encontrar capa de chuva, guarda-chuva, botas. E assim com qualquer situação.
Cada um de nós também possui uma pequena mala de mão, em sua vida. Mais ou menos parecida com a do interessante personagem infantil.
Quando a vida começa, temos em mãos a pequena mala. À medida que os anos passam, a bagagem, dentro dela, vai aumentando.
É que vamos colocando tudo o que recolhemos pelo caminho.
Algumas coisas muito importantes. Outras, nem tanto. Muitas, dispensáveis.
Chega um momento em que a bagagem começa a ficar insuportável de ser carregada. Pesa demais.
Nesse momento, o melhor mesmo é aliviar o peso, esvaziar a mala.
Você examina o conteúdo e vai pondo para fora.
Amor, amizade. Curioso, não pesam nada.
Depois você tira a raiva. Como ela pesa! Na sequência, você tira a incompreensão, o medo, o pessimismo.
Nesse momento, você encontra o desânimo. Ele é tão grande que, ao tentar tirá-lo, ele é que quase o puxa para dentro da mala.
Por fim, você encontra um sorriso. Bem lá no fundo, quase sufocado.
Pula para fora outro sorriso. E mais outro. Aí você encontra a felicidade.
Mas ainda tem mais coisas dentro da mala. Você remexe e encontra a tristeza. É bom jogá-la fora.
Depois, você procura a paciência dentro da mala. Vai precisar bastante dela.
E também procura a força, a esperança, a coragem, o entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância e o bom e velho humor.
A preocupação que você encontrar, deixe de lado. Depois você pensa o que fazer com ela.
Bem, agora que você tirou tudo da sua mala, deve arrumar toda a bagagem.
Pense bem o que vai colocar lá dentro de novo. Isso é com você.
E depois de toda a bagagem pronta, o caminho recomeçado, lembre de repetir a arrumação vez ou outra.
É que o caminho é longo, até chegar ao final da jornada e você terá que carregar a mala, o tempo todo.
E quando chegar do outro lado, é bom que em sua bagagem tenha o máximo de coisas positivas, como boas obras, amizades, carinho, amor.
Porque isso tudo não pesa na sua bagagem, enquanto na Terra. Mas quando for colocada na balança da justiça, para além da existência física, pesará e muito, positivamente.
*   *   *
A vida é uma grande viagem. Durante um tempo, se excursiona pelas paisagens terrenas.
É um período para estudar, trabalhar, progredir.
Um dia, se retorna para a estação espiritual. É o momento de contar as conquistas e as perdas. Os erros e os acertos.
Que nossa bagagem, nesse dia, possa estar repleta de virtudes, bem praticado, afetos conquistados para nossa própria e grande felicidade.
Redação do Momento Espírita, com base
em artigo de autoria ignorada.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. FEP.
Em 24.7.2018.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Pirogenia

Pirogenia

Certa feita, a televisão mostrou, em reconstituição de imagens, a tragédia de uma família, às voltas com estranhos fenômenos.
Combustão espontânea, foi o que denominaram.
Fenômeno que acontece nas mais diversas horas do dia. Sem explicação aparente, incendeia-se o colchão, o armário, o teto, roupas no varal.
Vizinhos se mostram incrédulos e comentam que é fraude.
Se é fraude, é de questionarmos por que uma família pobre, sem recursos, colocaria fogo no pouco que possui e lhe irá fazer falta?
Fraude só tem lugar onde há vantagens. No caso em pauta só há desvantagens.
Ademais, como explicar a intranquilidade, o desassossego, as noites mal dormidas, dado o temor que logo irrompa o fogo em algum canto da casa?
O fenômeno não é novo.
No Antigo Testamento encontramos exemplos dele. Quando o legislador hebreu Moisés cuidava do rebanho do sogro, no campo, foi surpreendido pela visão à distância de um grande clarão. Curioso, foi verificar do que se tratava. O clarão vinha de um pequeno arbusto que queimava: a sarça ardente.
Do meio das chamas, uma voz se faz ouvir. É o Espírito protetor da nação israelita, Jeová, que lhe recorda da missão de libertador do seu povo.
Mais adiante, no Sinai, quando Moisés ora para ouvir as orientações espirituais, um raio corta os céus e escreve nas pedras os Dez Mandamentos, o Decálogo.
Dois fenômenos que a Bíblia dá notícias e testifica. Espíritos do bem se servem do fenômeno mediúnico de efeitos físicos, a pirogenia, para chamar a atenção e atender o seu objetivo.
Em outros casos, são Espíritos brincalhões ou vingativos que, provocando tais efeitos, se divertem com o apuro pelo qual passam as suas vítimas.
Sempre existe um médium no local ou nas proximidades. É ele que fornece a energia, o fluido para que o Espírito, associando o seu próprio fluido, consiga realizar o que pretende. No caso, o fogo.
Conhecida a causa, fácil se torna extinguir o efeito.
Oração, vivência nobre, não temer - eis o início da libertação.
Espíritos assim infelizes, que se detêm no mal, nas tolas brincadeiras necessitam também de esclarecimento.
Precisam compreender a grande tolice que cometem. Porque quem faz mal ao outro, a si mesmo prejudica.
Nada de sobrenatural, nem de espetacular. Basta que se estude os fatos e se aplique os recursos devidos.

 Curiosidades
 Em junho de 1981, na Itália, o jovem André Albertini saiu de férias. Nunca mais voltou para casa.
Meses depois, alguns fenômenos curiosos começaram a acontecer. O jornal que o pai lia apareceu com uma grande mancha vermelha. Tinha a cor e aparência de sangue fresco.
Era o Espírito do filho, que fora assassinado, e principiava suas tentativas de comunicação com o pai.

Redação do Momento Espírita.
Em 19.11.2012.

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...