quinta-feira, 10 de maio de 2018

A Missão da Maternidade

O bispo de La Serena, Chile, dom Damon Angel Jara, teve oportunidade de escrever um texto muito poético que diz:
Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus.
Pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo. Que, sendo moça, pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude.
Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida.
Quando sábia, assume a simplicidade das crianças. Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama. Rica, sabe empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos.
Forte, estremece ao choro de uma criancinha. Fraca, se revela com a bravura dos leões.
Viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam.
Morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.
Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas esse álbum. Porque eu a vi passar no meu caminho.
Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página. Eles lhes cobrirão de beijos a fronte. Digam-lhes que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe.
Na atualidade, a mulher assumiu muitos papéis. Lançou-se no mundo e se transformou na operária, juíza, cientista, professora, militar, policial, secretária, empresária, presidente, general e tudo o mais que, no passado, era privilégio do homem.
A mulher se tornou em verdade uma supermulher que, além dos afazeres domésticos, conquistou o seu espaço no mercado de trabalho.
Naturalmente, não para competir com o homem, mas para somar com ele, pois dos esforços de ambos resulta o sustento e o bem-estar da família.
A rainha do lar se transformou na mulher que atua e decide na sociedade.
Das quatro paredes do lar para o palco do mundo. Contudo, essa mulher senadora, escriturária, deputada, médica, administradora de empresa não perdeu a ternura.
Ela prossegue a acolher em seu ninho afetivo o esposo e os filhos.
Equilibrada e consciente, ela brilha no mundo e norteia o lar. Embora interprete muitos papéis, ela não esqueceu do seu mais importante papel: o de ser mãe.
*   *   *
Dentre todas as mulheres que se projetaram no mundo, realizando grandes feitos, a nossa lembrança recua no tempo buscando uma mulher especial.
A História não lhe registra grandes discursos, mas o Evangelho lhe aponta gestos e palavras que valem muito mais.
Mãe de um filho que revolucionou a História, manteve-se firme na adversidade, na dor, exemplificando o que Ele ensinara.
Não deixou testamento, riquezas ou haveres mas legou à Humanidade a excelente lição da mulher que gera o filho, alimenta-o e o entrega ao mundo para servir ao mundo.
Seu nome era Maria... Maria de Nazaré.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Um poético e autêntico
retrato de uma genitora – nossa homenagem à toda mulher-mãe, do JornalCorreio Fraterno do ABC, de maio de 2000 e no texto Retrato de mãe,
de Dom Ramon Angel Jara, Bispo de La Serena, Chile, tradução de
Guilherme de Almeida.
Em 10.5.2018.

domingo, 6 de maio de 2018

Poder da Fé

1E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19).
            2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.
            3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas
            A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.
            4 – Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.
            5 – O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Por Allan Kardec

Cada Qual

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.." Paulo (I Coríntios, 12:4)

Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
Quem administra, mais freqüentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
O forte, mais facilmente, pode ser generoso, a todo instante.
O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasiões.
O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa-vontade.
O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos.
Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos, e a Vontade Divina te aproveitará.

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 4.

A Psicologia da Oração

Convencionou-se, ao longo do tempo, que a oração é um recurso emocional e psíquico para rogar e receber benefícios da Divindade, transformando-a em instrumento de ambição pessoal, realmente distante do seu alto significado psicológico.
A oração é um precioso recurso que faculta a aquisição da autoconsciência, da reflexão, do exame dos valores emocionais e espirituais que dizem respeito à criatura humana.
Tornando-se delicado campo de vibrações especiais, faculta a sintonia com as forças vivas do Universo, constitui veículo de excelente qualidade para a vinculação da criatura com o seu Criador.
Todos os seres transitam vibratoriamente em faixas especiais que correspondem ao seu nível evolutivo, ao estágio intelecto-moral em que se encontram, às suas aspirações e aos seus atos, nos quais se alimentam e constroem a existência.
A oração é o mecanismo sublime que permite a mudança de onda para campos mais sensíveis e elevados do Cosmo.
Orar é ascender na escala vibratória da sinfonia cósmica.
Em face desse mecanismo, torna-se indispensável que se compreenda o significado da prece, sua finalidade e a maneira mais eficaz pela qual se pode alcançar o objetivo desejado.
Inicialmente, orar é abrir-se ao amor, ampliar o círculo de pensamentos e de emoções, liberando-se dos hábitos e vícios, a fim de criar-se novos campos de harmonia interior, de forma que todo o ser beneficie-se das energias hauridas durante o momento especial.
A melhor maneira de alcançar esse parâmetro é racionalmente louvar a Divindade, considerando a grandeza da Criação, permitindo-se vibrar no seu conjunto, como seu filho, assimilando as incomparáveis concessões que constituem a existência.
Considerar-se membro da família universal, tendo em vista a magnanimidade do Pai e Sua inefável misericórdia, enseja àquele que ora o bem-estar que propicia a captação das energias saudáveis da vida.
Logo depois, ampliar o campo do raciocínio em torno dos próprios limites e necessidades imensas, predispondo-se a aceitar todas as ocorrências que dizem respeito ao seu processo evolutivo, mas rogando compaixão e ajuda, a fim de errar menos, acertar mais, e de maneira edificante, o passo com o bem.
Nesse clima emocional, evitar a queixa doentia, a morbidez dos conflitos e exterioridades ante a magnitude das bênçãos que são hauridas, apresentando-se desnudado das aparências e circunlóquios da personalidade convencional.
Não é necessário relacionar sofrimentos, nem explicitar anseios da mente e do coração, porque o Senhor conhece a todos os Seus filhos, que são autores dos próprios destinos e ocorrências, mediante o comportamento mantido nas multifárias experiências da evolução.
Por fim, iluminado pelo conhecimento da própria pequenez ante a grandeza do Amor, externar o sentimento de gratidão, a submissão jubilosa às leis que mantêm o arquipélago de astros e a infinitude de vidas.
*
Tudo ora no Cosmo, desde a sinfonia intérmina dos astros em sua órbita, mantendo a harmonia das galáxias, até os seres infinitesimais no mecanismo automático de reprodução, fazendo parte do conjunto e da ordem estabelecidos.
Em toda parte vibra a vida nos aspectos mais complexos e simples, variados e uniformes.
Sem qualquer esforço da consciência, circula o sangue por mais de 150 mil quilômetros de veias, vasos, artérias, em ritmo próprio para a manutenção do organismo humano tanto quanto de todos os animais.
Funções outras mantidas pelo sistema nervoso autônomo obedecem a equilibrado ritmo que as preserva em atividade harmônica.
As estações do tempo alternam-se facultando as variadas manifestações dos organismos vivos dentro de delicadas ondas de luz e de calor que lhes possibilitam a existência, a manifestação, o desabrochar, o adormecimento, a espera.
O ser humano, enriquecido pela faculdade de pensar e dotado do livre-arbítrio, que lhe propicia escolher, atado às heranças do primarismo da escala animal ancestral pela qual transitou, experiencia mais as sensações do imediato do que as emoções da beleza, da harmonia, da paz, da saúde integral,
Reconhece o valor incalculável do equilíbrio, no entanto, estigmatizado pela herança do prazer hedonista, entrega-se-lhe à exorbitância pela revolta nos transtornos de conduta, como forma de imposição grotesca.
Ao descobrir a oração, logo se permite exaltar falsas ou reais necessidades, desejando respostas imediatas, soluções mágicas para atendê-las, distantes do esforço pessoal de crescimento e de reabilitação.
É claro que aquele que assim procede não alcança as metas propostas, pois que elas ainda não podem apresentar-se por nele faltarem os requisitos básicos para o estabelecimento da harmonia interior.
A oração é campo no qual se expande a consciência e o Espírito eleva-se aos páramos da luz imarcescível do amor inefável.
Quem ora ilumina-se de dentro para fora, tornando-se uma onda de superior vibração em perfeita consonância com a ordem universal.
O egoísmo, os sentimentos perversos não encontram lugar na partitura da oração.
Torna-se necessário desfazer-se desses acordes perturbadores, para que haja sincronização do pensamento com as dúlcidas notas da musicalidade divina.
A psicologia da oração é o vasto campo dos sentimentos que se engrandecem ao compasso das aspirações dignificadoras, que dão sentido e significado à existência na Terra.
Inutilmente, gritará a alma em desespero, rogando soluções para os problemas que lhe compete equacionar, mesmo que atraindo os numes tutelares sempre compadecidos da pequenez humana.
Desde que não ocorre sintonia entre o orante e a Fonte exuberante de vida, as respostas, mesmo quando oferecidas, não são captadas pelo transtorno da mente exacerbada.
*
Quando desejares orar, acalma o coração e suas nascentes, assumindo uma atitude de humildade e de aceitação, a fim de que possas falar àquele que é o Pai de misericórdia, que sempre providencia todos os recursos necessários à aquisição humana da sua plenitude.
Convidado a ensinar aos seus discípulos a melhor maneira de expressar a oração, Jesus foi taxativo e gentil, propondo a exaltação ao Pai em primeiro lugar, logo após as rogativas e a gratidão, dizendo:
- Pai Nosso, que estais nos Céus...
Entrega-te, pois, a Deus, e nada te faltará, pelo menos tudo aquilo que seja importante à conquista da harmonia mediante a aquisição da saúde integral.

Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 29 de outubro de 2012, em Sydney, Austrália. Fonte: http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=322.

Amar Sempre

O amor é essência divina que brota nos corações e precisa ser espalhada com abundância, para perfumar as criaturas que partilham a nossa caminhada.
Não é necessário ter vínculo que prenda ao outro ou interesse mútuo a realizar.
O amor que foi proposto por Jesus e que um dia envolverá toda a Humanidade, é o amor fraternal.
O verdadeiro amor não necessita avalizar se o receptor merece, precisa ou quer.
Ele apenas se oferece, se realiza naturalmente. É autodoação na sua mais significativa modalidade e não se constitui, em momento algum, em moeda de troca.
Não se tem relato de que o Cristo tenha reclamado alguma quota do amor que partilhou, ou tenha exigido correspondência de favor ou gratidão.
Quando nos decidimos por amar, percebemos que, quanto mais doamos amor, mais nos sentimos estimulados a amar.
É imensamente gratificante conseguir realizar esse intento.
Analisando, percebemos que todo o Evangelho do Mestre foi pautado nessa ação exemplar.
Todas as Suas falas, todos os Seus atos e exemplos tinham como base, como construção e arremate, o estímulo à conjugação do verbo amar.
Suas expressões de amor eram sem distinção, não deixando ninguém à margem de Suas benesses.
Alcançava os magistrados mergulhados em suas particularidades e maneiras diferentes de pensar. Alcançava também os infelizes que sofriam o abandono e a aversão da sociedade.
Estendia-se ao povo ao qual pertencia e a qualquer outra pessoa, de nacionalidade estrangeira.
Envolveu a mulher confusa e sofrida, que se prostituía por falta de apoio e orientação, e também as mais altivas senhoras, no altar do seu poderio material.
Ninguém foi esquecido: nem Seus familiares, que não lhe entendiam a missão; nem os companheiros que O abandonaram, nem as crianças que lhe eram trazidas, pelas mãos maternas, para que Ele as abençoasse.
A todos Ele concedeu a Sua atenção, revestida do mais sincero amor.
*   *   *
Esse amor difere de toda a conotação vulgar que se dá ao termo na atualidade.
No relacionamento entre casais, o verdadeiro amor é aquele que solidifica a união sadia. É aquele que tem gestos de ternura, sempre inesperados.
Aquele que se traduz em cuidados e gentilezas.
Em se falando de filhos, o amor é o sentimento que supera vontades contrariadas, pareceres e princípios eventualmente não respeitados.
Pai e mãe manifestam seu amor, sem exigências, administrando seu orgulho, seu egoísmo ou vaidade.
Da mesma forma, o verdadeiro amor dos filhos para com seus pais vai muito além do atendimento a necessidades básicas e satisfação de vontades.
E quando os pais se tornam idosos, dependentes, enfermos, necessitando do concurso desses braços jovens, é então que o amor filial tem sua mais extraordinária manifestação.
Um amor que atende, cuida, ampara, auxilia. Um amor que providencia pequenos supérfluos, que proporcionam felicidade.
Amar. Amar sempre. Fomos criados para o amor que emana do próprio Criador.
Amemos sempre. Conjuguemos esse verbo transformador, em todos os tempos e em todos os idiomas.
Redação do Momento Espírita.
Em 5.5.2018.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Dia do Trabalho

Primeiro de maio é reservado às comemorações do Dia do trabalho.
Uma excelente oportunidade para meditarmos a respeito dessa Lei da natureza, através da qual o homem forja o próprio progresso.
Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho, da sua atividade.
Tudo trabalha em a natureza. Os animais, como o homem, trabalham, embora a sua seja a atividade pela subsistência imediata.
O homem labora criando, desenvolvendo as funções da inteligência, conseguindo meios e recursos novos para aplicação na sua vida.
Toda ocupação útil é trabalho. Trabalha a genialidade na sua expressão criativa tanto quanto os que suam no preparo da terra e muitas tarefas rudimentares.
Para outras criaturas o trabalho é considerado desonroso. Possivelmente por um atavismo, pois no passado o trabalho se apresentava para as classes nobres como uma desonra.
Os braços escravos é que se encarregavam de todas as tarefas, enquanto os dominadores permaneciam na ociosidade.
Valorizavam-se os recursos dos homens pelo número de escravos e servos de que dispunham. Até mesmo a cultura da inteligência, muitas vezes, era transmitida por escravos.
No entanto, o trabalho é meio de elevação. Por ser Lei de caráter Divino, impõe-se a todos e ninguém dela poderá fugir impunemente.
Jesus nos deu o exemplo do respeito ao trabalho, como dever primeiro para a manutenção da vida, mediante a atividade honrada.
Ele Se fez carpinteiro e Se dedicou à profissão em companhia de José, Seu pai.
Ele mesmo disse: Meu Pai, referindo-Se a Deus, trabalha incessantemente. E eu trabalho também.
Seus discípulos ofereceram o labor das próprias mãos para a subsistência orgânica, enquanto semeavam as luzes da Boa Nova.
Paulo de Tarso era tecelão. Simão Pedro, Tiago e João eram pescadores. Mateus, cobrador de impostos. Judas dedicava-se ao comércio, vendendo peixes e quinquilharias. Lucas era médico.
O trabalho é dom da vida, que dignifica e mantém o homem. Em toda parte se impõe como Lei mantenedora do equilíbrio.
Busque, pois, motivação para fazer bem o seu trabalho. Coloque nele os seus melhores empenhos, de modo a se enriquecer de gratidão por dispor de um maravilhoso meio de ganhar com nobreza o pão diário.
*   *   *
Primeiro de maio é a data escolhida, na maioria dos países industrializados, para comemorar o Dia do trabalho e celebrar a figura do trabalhador.
A data tem origem em uma manifestação operária por melhores condições de trabalho, iniciada no dia 1º de maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos.
*   *   *
Não olvide que o trabalho é o único processo de aumentar a riqueza e nem se esqueça de que o serviço é o único recurso de capitalizar a simpatia e a cooperação.

Redação do Momento Espírita, com base nos itens 674 a 685 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb; no cap. 5 do livro Episódios diários, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal; no cap. 11 do livro Estudos espíritas, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal; nos itens Trabalho e Primeiro de maio I do Almanaque abril/95; no cap. 5 do livro Boa nova, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no verbete Trabalho do livro Dicionário da alma, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 30.04.2010.

União e Força

Quando duas ou mais pessoas se reunirem em meu nome... Eu aí estarei! - Jesus.
*   *   *
Jesus, o grande Pastor de nossas almas, ovelhas carentes de amparo e proteção, afirmou que se nos reuníssemos em Seu nome, estaria conosco.
Não se referiu a nenhuma religião específica, posição social ou raça. Simplesmente disse que se as pessoas se reunissem em Seu nome, Ele ali estaria.
Assegurou que tudo o que pedíssemos ao Pai, em Seu nome, ele nos concederia. Basta que peçamos com desejo sincero no coração e com as mãos operosas na ação do bem.
Este é o momento de nos unirmos em pensamentos otimistas e fraternos, com vontade firme de mudar a paisagem da Pátria do Evangelho, chamada Brasil.
Rogar a Deus que ilumine as mentes e os corações dos governantes, para que possam tomar decisões acertadas em prol da sociedade.
Rogar a Deus pelos religiosos, para que estejam atentos à responsabilidade perante as leis que regem a vida, para que não desperdicem a oportunidade de conduzir a Deus seus fiéis.
Rogar pelos homens que fazem as leis, para que estejam sintonizados com a justiça, o amor e a verdade.
Rogar pelos enfermos do corpo e da alma, para que tenham forças e superem as dificuldades com coragem.
Pedir a Deus pelos criminosos para que eles possam se conscientizar da própria infelicidade e decidam retornar ao Pai que aguarda, amoroso, a volta dos filhos pródigos.
Lembrar também de pedir pelos demais países da Terra; pelos povos que se digladiam em nome de Deus; pelos que disputam o poder;
Pelos que alimentam as guerras, dizimando populações inteiras, pois todos esses se distanciaram do Criador.
Pedir que Deus envolva em Suas bênçãos as pessoas de boa vontade, a fim de que prossigam trabalhando no bem, seja no campo das ciências, das artes, da religião, seja no que for.
É tempo de derrubarmos os muros que nos separam uns dos outros. Muros erguidos em nome de uma maneira diferente de entender Deus e lhe devotar culto.
É hora de percebermos o que é bom e nos apoiarmos mutuamente.
Afinal, o bem é sempre o bem, e não deixará de ser porque é praticado por pessoas de religião diversa da nossa.
Quem é que, tendo o mínimo de sensibilidade, não se comoveu vendo o Papa João Paulo II, visivelmente enfermo, viajando pela Terra inteira?
De igual forma, quem não se comove ao ver Divaldo Pereira Franco, o orador espírita, percorrer o mundo, embora os problemas de saúde e a idade que ultrapassa os noventa anos?
Esses homens, com serenidade no olhar, e esforços para vencer as próprias limitações, buscam sensibilizar o seu rebanho para a valorização da vida; o fortalecimento dos laços de família; o respeito às leis de Deus.
Vale a pena meditarmos sobre essas importantes questões, lembrando Jesus ao afirmar que um dia haverá um só rebanho, sob a égide de um só pastor.
E, como Ele próprio afirmou, nenhuma das Suas ovelhas se perderá.
Suas ovelhas somos todos nós, habitantes dos dois planos da vida: da Espiritualidade e desta morada do Pai, a que chamamos Terra.
Redação do Momento Espírita.
Em 30.4.2018.

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...