sábado, 10 de março de 2018

O Autopasse

No autopasse a pessoa (passista ou não) trabalha a seu favor ao utilizar os imensos recursos vibracionais que estão disponíveis. O recurso existe, falta a decisão de se cuidar.

Todo ambiente benévolo existente em um centro espírita facilita a qualidade do passe. Sozinha, a pessoa deve preparar-se para canalizar esta energia universal.

O primeiro passo é a intenção ou vontade. A canalização começa com a decisão de agir e atingir um objetivo. O corpo e a mente são importantes mecanismos que permitem intervir sobre esta energia. A intenção produz pensamentos e sentimentos que ajudam a dar “forma” à energia.

O segundo passo é preparar o ambiente externo e interno. Se for possível, dirija-se a um lugar calmo. Aquiete a mente, leia algo que o ajude a “entrar no clima” cultivando sentimentos nobres e positivos e ore.

Após estar com a mente aquietada e focada em sentimentos nobres, comece a impor as mãos sobre você mesmo. Se possuir sensibilidade, você sentirá a energia fluindo.

Não existem regras de tempo e nem de locais sobre as quais a mão poderá ser imposta. Algumas pessoas que estão, por exemplo, com feridas gostam de impô-la sobre elas.

Você irá mover suas mãos naturalmente. Procure cobrir uma quantidade significativa do corpo, pelo menos 20%.

A intenção de se cuidar, o carinho e amor por si mesmo, são importantes elementos que permitem com que a energia adquira boas qualidades. Esta energia reagirá com a energia do seu próprio corpo e gerará bem estar, aumento da sensibilidade, emersão e valorização de sabedorias, reavaliação de valores e crenças, etc. Eventualmente gerará curas e prevenirá doenças.

Cada vez mais a sociedade incita as pessoas a ficarem pensando e desejando. O nível vibracional fica mais baixo, gerando cansaço e stress. São cada vez mais necessários momentos nos quais são cultivados o oposto deste padrão desejante e impulsivo . O autopasse - assim como a yoga, a mentalização, a meditação, o reiki – são momentos de recuperação do equilíbrio e do bom senso. Pois, a vida bem vivida é aquela que é útil para o espírito evoluir.

Cuidar de nós mesmos e da nossa saúde mental é um ato de amor. “Com o amor é mais fácil expandir a consciência. A expansão da consciência é o caminho necessário para experimentar a espiritualidade. É uma forma de desenvolver a sensibilidade necessária para lidar com as vibrações mais nobres e as experiências mais evoluídas”.

Pratique o autopasse. Tenha a experiência pessoal de lidar conscientemente com a energia do universo. Aprenda! Aumente sua sensibilidade. Viva melhor!

Através do autopasse você estará realizando a higiene mental e energética. Assim será mais fácil assumir a responsabilidade pessoal de usar a mente para impedir que o negativo se mantenha ativo e o sofrimento se espalhe.

Entre os grandes espíritas que favorecem o autopasse está Divaldo Franco (em várias entrevistas) e Edgar Armond (livro Passes e Radiações).

Fonte: www.mensagemespirita.com.br

Pagar o Mal com o Bem

PAGAR O MAL COM O BEM

            1 – Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes senão aos que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também assim? E se saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? – Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mateus, V: 20, 43-47).
            2 – E se vós amais somente aos  que vos amam, que merecimento é o que vós tereis? Pois os pecadores também amam os que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que merecimento é o que vós tereis? Porque isto mesmo fazem também os pecadores. E se emprestardes somente àqueles de quem esperais receber, que merecimento é o que vós tereis? Porque também os pecadores emprestam uns aos outros, para que se lhes faça outro tanto. Amai, pois, os vossos inimigos, façam bem, e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas, VI: 32-36).
            3 – Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistadas sobre o egoísmo e o orgulho.
            Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não pretendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo. A ternura pressupõe confiança. Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam nos mesmos pensamentos. Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar um inimigo, que se tem com um amigo.
            Esse sentimento, por outro lado, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos. Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração. Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.
            Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.
            4 – Amar aos inimigos é um absurdo para os incrédulos. Aquele para quem a vida presente é tudo, só vê no seu inimigo uma criatura perniciosa, a perturbar lhe o sossego, e do qual somente a morte o pode libertar. Daí o desejo de vingança. Não há nenhum interesse em perdoar, a menos que seja para satisfazer o seu orgulho aos olhos do mundo. Perdoar, até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna da sua personalidade. Se não se vinga, pois, nem por isso deixa de guardar rancor e um secreto desejo de fazer o mal.
            Para o crente, e mais ainda para o espírita, a maneira de ver é inteiramente diversa, porque ele dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, a vida presente é um momento apenas. Sabe que, pela própria destinação da Terra, nela devem encontrar homens maus e perversos; que as maldades a que está exposto fazem parte das provas que deve sofrer. O ponto de vista em que se coloca torna-lhe as vicissitudes menos amargas, quer venham dos homens ou das coisas. Se não se queixa das provas, não deve queixar-se também dos que lhe servem de instrumentos. Se, em lugar de lamentar, agradece a Deus por experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe naturalmente ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.
            O homem que ocupa no mundo uma posição elevada não se considera ofendido pelos insultos daquele que olha como seu inferior. Assim acontece com aquele que se eleva, no mundo moral, acima da humanidade material. Compreende que o ódio e o rancor o envileceriam e rebaixariam, pois, para ser superior ao seu adversário, deve ter a alma mais nobre, maior e mais generosa.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Por Allan Kardec

Os Desafios da Vida

Abrir a caixa de um quebra-cabeças pela primeira vez, desses de milhares de minúsculas peças, é como se deparar com um grande desafio da vida.
Num primeiro momento, parece impossível. As partes são muito parecidas. Algumas delas, somos capazes de jurar, são idênticas em cor, formato e encaixe.
Como encontrar cada pedaço de um céu azul da paisagem, se todos são iguais? Por que essa peça iria aqui e não ali? Como distinguir cada peça verde de uma grande mata se todas têm nuances de cor tão similares?
Alguns se desesperam: Isso não é para mim! O que eu estou fazendo aqui? – Dizem.
Existem aqueles que simplesmente desistem.
Outros ficam ali, olhando por alguns minutos, atônitos...
Por onde começar?
Se temos paciência e um pouco de perseverança, observamos a imagem da caixa. A pintura, a paisagem bela que daquela confusão poderá sair um dia, quem sabe...
E ela parece nos dizer: Vale a pena tentar! Será compensador!
Olhamos para a caixa, olhamos para as peças. E tornamos a olhar.
Então, um fenômeno interessante começa a acontecer. Conforme vamos focando em um ponto da imagem, nosso cérebro vai passando uma revista pelas peças, uma revista detalhada.
Aí, aquelas pecinhas que pareciam ser todas iguais, da mesma cor, começam a se mostrar um pouco distintas. Elas têm pequenos detalhes que as diferenciam umas das outras. Até as cores não são as mesmas.
No azul encontramos diferentes tons e nessa e naquela há uma pequena mancha na ponta que não havíamos visto antes.
Tudo acontece em função do foco. Estamos focados, atentos, dedicados.
Nunca conseguiremos resolver problemas e vencer desafios sem foco, sem atenção.
Nesse momento, o peito ansioso acalma. A respiração muda. A visão parece ficar mais poderosa. Estamos enxergando coisas que não enxergávamos antes!
Nossa performance melhora. Vislumbramos alguma forma. São quinze, vinte peças juntas que nos animam a continuar, até que chega um momento terrível: a procura por uma peça específica que parece não estar na mesa.
É uma peça fundamental, importante para terminar aquela fase, ou uma área determinada, e não a encontramos.
Tudo para...
Voltamos a pensar que não somos capazes de concluir.
*   *   *
Assim também acontece com os problemas complexos.
Nesse caso, temos dois caminhos a seguir. O primeiro é darmos uma pausa, mudarmos os pensamentos, sair, arejar a mente, falar sobre outras coisas. Darmos tempo ao tempo.
O segundo é pedir ajuda. Afinal, quem disse que temos que resolver nossos problemas sozinhos?
Não há vergonha nisso. Não é sinal de fraqueza. No exemplo de que nos servimos, montar um quebra-cabeças na companhia de alguém é muito mais divertido.
Veremos que logo estaremos no caminho novamente e que uma ajuda é sempre muito bem-vinda.
Por fim, encarando os desafios de frente, passando pelos problemas e passando bem, iremos perceber que saímos mais fortes, mais maduros, assim como quem termina a montagem de um quebra-cabeças.
E levaremos conosco a lição da concentração, da perseverança, da tranquilidade, pelo êxito alcançado, pela dificuldade vencida.
Redação do Momento Espírita.
Em 8.3.2018.

segunda-feira, 5 de março de 2018

A Lei do Retorno é infalível

Pode demorar, mas sempre receberemos na medida exata do que oferecemos. Nada mais, nada menos do que isso.
Não raro, costumamos achar que vimos sendo tratados injustamente ou de forma desagradável pelas pessoas que nos rodeiam. É como se estivéssemos recebendo muito menos do que verdadeiramente queremos ou pensamos que merecemos. Assim, passamos a colocar a culpa do que nos ocorre tão somente nas pessoas e no mundo lá fora, o que nos impede de nos enxergarmos como sujeitos de nossas histórias, uma vez que, nessa ótica, seríamos meros joguetes nas mãos dos outros.
E, assim, vamos passando os dias lamentando as supostas injustiças que nos vão sendo impostas, recheando nossas amarguras com os tratamentos que julgamos descabidos por parte das pessoas que convivem conosco, sentindo-nos mal amados, mal interpretados, mal vistos e desvalorizados. Afinal, ninguém parece nos entender ou perceber os potenciais que possuímos, como se estivéssemos sendo subutilizados em todos os setores de nossas vidas.

Por essa razão é que jamais poderemos fugir ao enfrentamento de nós mesmos, analisando racionalmente o que estamos oferecendo, como estamos nos comportando, enxergando a nós mesmos, na forma como estamos tratando as pessoas, nas palavras que usamos, no tom de voz que colocamos, no olhar que dirigimos ao mundo lá fora. Muitas vezes, apenas estamos recebendo de volta exatamente o que oferecemos, nada mais nem menos do que isso.

Caso consigamos perceber a forma como as pessoas vêm nos enxergando, o que o mundo vem recebendo de nós, muito provavelmente entenderemos várias coisas que nos acontecem, tendo a consciência de que o que nos chega não é injusto e sim retorno de mesma medida. Muitas vezes, estaremos ofertando é nada, tratando mal as pessoas, ignorando-as e menosprezando-as, fechando-nos aos encontros, a tudo o que está fora de nós. Como é que poderão enxergar algo que não demonstramos? Como é que nos enxergarão, caso nos fechemos aqui dentro?

Embora exista quem não consiga fazer outra coisa que não azucrinar a vida de quem quer que seja, muitas pessoas com quem conviveremos estarão abertas a receber o nosso melhor e a fazer bom uso de tudo o que oferecemos, valorizando-nos e tratando-nos com o devido respeito. É preciso, portanto, que nos permitamos o compartilhamento transparente de nossas verdades, para que elas nos tragam o retorno afetivo que nos enriquecerá a vida onde e com quem estivermos. Porque merecemos, sempre, o que oferecemos.

Fonte: O Segredo
Autor: MARCEL CAMARGO

domingo, 4 de março de 2018

O Orgulho

"O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios".

Santo Agostinho

Agostinho de Hipona, conhecido como Santo Agostinho (354-430), foi um filósofo, escritor, bispo e teólogo cristão africano, responsável pela elaboração do pensamento cristão. Deixou uma obra literária gigantesca: 113 trabalhos, 224 cartas e mais de quinhentos sermões

A Face de Deus

No dia 26 de agosto de 2017, o Centro Nacional de furacões, nos Estados Unidos, começou a monitorizar uma onda tropical sobre a costa ocidental africana.
Nas vinte e quatro horas seguintes, ela foi classificada como uma tempestade tropical. E recebeu o nome de Irma.
Viria a se transformar num furacão, um ciclone tropical que, alcançando o Caribe e Cuba, deixou um trilho de destruição e morte.
Aportou nos Estados Unidos com a mesma atitude de revolta de um planeta que procura sobreviver, apesar dos maus tratos que tem recebido dos seus habitantes.
Previamente anunciada, chegou a gerar pânico.  Os postos de gasolina, os supermercados, as lojas de materiais de construção, não conseguiram atender à demanda.
Faltou água, alimentos e até mesmo parafusos e pregos para as madeiras que deveriam proteger as portas e janelas.
A passagem de Irma deixou uma boa parcela da população americana carente de quase tudo. Mais de um milhão de pessoas ficou sem eletricidade.
Nos casos mais tristes, houve perda do maior patrimônio, a própria vida.
Depois de sua passagem catastrófica, quando as pessoas começaram a sair de suas casas, dos seus abrigos, foram tomando ciência dos estragos.
Não houve quem conseguisse controlar as lágrimas ante as cenas de desolação.
Árvores arrancadas, casas danificadas, destruição por toda parte. E, em muitos corações, a incerteza de como estariam os amigos e parentes.
Foi nesse momento, quando vizinhos e desconhecidos foram se encontrando nas ruas, que a Face de Deus se manifestou, mesmo para aqueles que nem creem em Sua existência.
Fosse em nome de Jesus, de Krishna, Buda, Jeová ou simplesmente pelo sentimento de solidariedade, Deus estava presente nas suas atitudes.
Nos dias de dificuldades que se sucederam, o que se observou foram as pessoas se dispondo a auxiliar, cada qual como podia e com o que dispunha.
Havia braços que se ofereciam para um simples corte de uma árvore caída, até doações de alimentos, de água para os abrigos preparados para pessoas e animais.
Os pássaros demoraram alguns dias para voltar a cantar. No entanto, a música do coração humano podia ser ouvida.
Uma música dorida, mas enérgica. Uma música que trazia o ritmo do trabalho, do apoio, da reconstrução.
A face de Deus brilhava nos olhos das criaturas, em demonstrações do potencial Divino do amor existente em cada uma.
Pensamos na lei de destruição, que determina que é necessário que tudo se destrua, para renascer e se regenerar.
Porque isso a que chamamos destruição é transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos.
Sim, tudo se encaminha em nossas vidas para uma tomada de atitude diferente, para que saiamos de nosso comodismo e busquemos a renovação.
O furacão Irma nos apresentou a sua face do terror. Mas, em meio ao caos que criou, pudemos contemplar a Face de Deus nas Suas criaturas.
Irma transformou as almas em irmãs. E essa é a Face de Deus porque, conforme registrou o Evangelista João, Deus é amor.
Redação do Momento Espírita, com base no artigoA grande lição de Irma, de Umberto Fabri, do Jornal Correio Fraterno,
de setembro/outubro 2017 e transcrição da Primeira Epístola de João,
cap. 4, versículo 8.
Em 1º.3.2018.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Indicação de um Amigo

Nunca se diga inútil.
Por agora: você não é um anjo.
No entanto é capaz de ser uma pessoa reta e nobre;
não terá santidade para mostrar, mas possui vastas possibilidades
de agir em benefício do próximo;
não apresenta qualidades perfeitas, contudo, você detém recursos
preciosos de servir.
Talvez não consiga revelar alto índice de cultura intelectual, porém,
consegue amparar a muitos companheiros com excelente orientação.
Provavelmente, não lhe será possível movimentar grandes riquezas do mundo,
entretanto nada lhe impedirá o esforço de acumular tesouros de bondade no
coração e de irradiai-los em gestos de compreensão e de amor.
Por fim é provável que você ainda não conheça o que seja a felicidade,
mas pode adquiri-la se você quiser, aprendendo a trabalhar em favor dos
outros e entender a perdoar, encorajar e sorrir.

André Luiz

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...