terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Companheiros Mudos

Com excelentes razões, mobilizas os talentos da palavra, a cada instante, permutando impressões com os outros.

Selecionas os melhores conceitos para os ouvidos de assembleias atentas.

Aconselhas o bem, plasmando terminologia adequada para a exaltação da virtude.

Estudas Filologia e Gramática, no culto à linguagem nobre.

Encontras a frase exata, no momento certo, em que externas determinado ponto de vista.

Sabes manejar o apontamento edificante, em família.

Lecionas disciplinas diversas.

Debates problemas sociais.

Analisas os sucessos diários.

Questionas serviços públicos.

Indiscutivelmente, o verbo é luz da vida, de que o próprio Jesus se valeu para legar-nos o Evangelho Renovador.

Entretanto, nesta nota simples, vimos rogar-te apoio e consolação para aqueles companheiros a quem a nossa destreza não consegue servir em sentido direto.

Comparecem, às centenas, aqui e ali...

Jazem famintos e não comentam a carência de pão.

Amargam dolorosa nudez e não reclamam contra o frio.

Experimentam agoniadas depressões morais, sem pedirem qualquer reconforto à ideia religiosa.

Sofrem prolongados suplícios orgânicos, incapazes de recorrer voluntariamente ao amparo da Medicina.

Pensa neles e, de coração enternecido, quanto puderes, oferece-lhes algo de teu amor, através da peça de roupa ou da xícara de leite, da poção medicamentosa ou do minuto de atenção e carinho, porque esses companheiros mudos e expectantes que nos rodeiam são as criancinhas necessitadas e padecentes que não podem falar.



pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Luz no Lar, Médium: Francisco Cândido Xavier

Canção da Imortalidade

A vida física é um processo evolutivo para o Espírito que se veste de matéria para as experiências necessárias à sua iluminação.

Dessa forma, cada existência carnal constitui abençoado ensejo para o desenvolvimento dos sublimes tesouros que dormem em germe no ser.

Passo a passo desperta a essência divina de que todos se constituem, em razão da sua gênese que é o amor de Nosso Pai Celeste.

Mediante os pensamentos, palavras e atos praticados, edificam-se as futuras jornadas, sempre decorrentes das anteriores, qual acontece em uma classe de estudos, cuja promoção para nível superior sempre depende de aprendizagem adquirida.

Quando ocorrem descuidos e deslizes morais, comportamentos insalubres e agressivos que perturbam a marcha do conhecimento, é estabelecida a necessidade da repetição do currículo, a fim de que venha a constituir alicerce para o somatório de novas informações.

De igual maneira ocorre na aquisição dos inestimáveis recursos intelectuais e morais, que faculta ao Espírito ser o autor da felicidade ou da desdita que lhe assinala a caminhada no rumo da perfeição.

Não existem exceções nos Códigos Soberanos da Divina Justiça, todos experimentam os mesmos desafios, graças aos quais apresentam-se portadores de diferentes níveis de consciência e de desenvolvimento ético-moral.

A imortalidade é, portanto, a meta a atingir através das sucessivas reencarnações, que são os diferentes degraus a conquistar, na simbologia da bíblica escada de Jacó, que conduz ao Infinito.

Em razão, portanto, do impositivo de crescimento para Deus, cabe a cada criatura o esforço para desembaraçar-se das paixões primitivas que a mantêm na ignorância e na sensualidade por onde transitou, adquirindo outros valores de natureza enobrecida, que lhe facultarão a harmonia interior, a saúde e a coragem para a luta incessante.

A morte física, em consequência, é um fenômeno biológico natural que alcança apenas a forma, o invólucro material que é deixado após o seu uso, prosseguindo a vida em outra dimensão e vibração de energia, na condição de princípio inteligente, que é o Espírito imortal.

Necessário que se considere a inevitabilidade da desencarnação, pensando diariamente na sua ocorrência, a fim de que não se seja surpreendido quando se der.
Distraído pelas sensações do corpo, o Espírito apega-se à matéria e às suas concessões, permite-se fixação perturbadora, de que terá que se libertar, não raro, a contributo do sofrimento, mediante a perturbação que o assalta além das fronteiras carnais.

Estás destinado à plenitude ou reino dos Céus, conforme a promessa de Jesus.

Não recalcitres ante o impositivo das Leis, que nem sempre respondem como gostarias aos apelos aflitivos durante o trânsito carnal.

Mergulha o pensamento e a emoção nas páginas libertadoras do Evangelho de Jesus, a fim de que possas insculpi-las na conduta diária, utilizando-te das mesmas como metodologia iluminativa ante as circunstâncias obscuras do período existencial.

Nada te acontece por acaso, por capricho do destino.

O teu é o destino reservado aos triunfadores, que somente depende de como te comportes e desejes.

Desde que compreendes a Lei de amor a que Jesus se referiu e viveu, mais facilmente enfrentarás os problemas que te surgirão à frente e os transformarás em lições de sabedoria.

Enquanto os insensatos desesperam-se ante as ocorrências mais desagradáveis, entregam-se à revolta e à blasfêmia, como se fossem eleitos e incorruptíveis, que não merecessem passar pelos mesmos caldeamentos a que todos estão sujeitos, permanece fiel ao dever, com paciência e coragem, de modo a enfrentares todas as vicissitudes com a alegria de alguém que se liberta das dívidas adquiridas anteriormente.

Jamais consideres que sofrimento é infelicidade ou desgraça, já que sabes que somente és chamado a resgatar compromissos que foram desrespeitados e atitudes que foram praticadas em agressão aos códigos do Bem.

Na transitoriedade terrena, todas as dores logo passarão e deixarão as marcas abençoadas ou afligentes que decorram da maneira como as enfrentares.
Desgraça real é o mal que possas fazer, são as atitudes de soberba e de ressentimento que cultives, as agressões e rebeldias que já não devem fazer parte da tua existência.

Da forma como te preparas para qualquer realização futura, também organiza-te para que a morte, quando chegar, te encontre rico de valores e de paz, não te causando qualquer tipo de aflição ou de choque.

Além do túmulo, continuarás conforme te encontras, dando prosseguimento aos compromissos abraçados, que não serão interrompidos, porque a vida estende-se além das vibrações do organismo físico.

Poderás continuar amando aqueles que ficarão na retaguarda, ajudá-los-as no crescimento pessoal, de modo que o amor continuará lenindo a saudade que, de alguma forma, é uma expressão de ternura que o afeto coloca no ser.

Não te desesperes ante os seres amados que a morte arrebatou momentaneamente do teu lado.

Eles prosseguem vivendo e cantam o hino da imortalidade.

Faze silêncio interior para ouvir-lhes as vozes, sentir-lhes as emoções, orares com eles e cresceres também no rumo da espiritualidade.

Eles te esperam com imensa alegria, porque sabem quão rapidamente passa o período orgânico na Terra.

Ora por eles com gratidão por tudo quanto te significam e os envolve em carinho, pois que o amor é a presença de Deus em todo o universo.



pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 30 de agosto de 2013, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. Do site: http://divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=394

Amigos Distantes

Ter um bom amigo é um dos maiores prazeres da vida. Contudo, ser bom amigo é um dos mais nobres e mais difíceis compromissos.

Nos dias em que vivemos, parece que esse compromisso vai se tornando mais árduo.

Crescemos ao lado de alguém, convivemos, tornamo-nos amigos inseparáveis.

Então, um dia, motivos profissionais, familiares ou financeiros nos remetem a outras paragens, muito distante desses amigos.

Os anos passam, as tarefas se multiplicam, a vida nos envolve com tantas coisas, e o tempo vai se tornando sempre mais curto para os amigos... tão distantes.

Por isso, algumas dicas podem ser colocadas em prática, a fim de não se perder essa preciosidade que se chama amizade.

Primeiro: marquemos encontros.

A frequência com que poderemos fazer isso dependerá de tempo, distância, finanças e muitos outros fatores.

Contudo, se não for possível sempre, procuremos estar pessoalmente presentes, ao menos uma vez por ano.

Segundo: invistamos na telefonia.

O celular pode se tornar uma linha viva de comunicação entre amigos que estão longe um do outro.

Pensemos em nossa conta de celular como um investimento em nossas amizades.

Terceiro: usemos a tecnologia.

Enviemos e-mails, mas não fiquemos copiando e-mails enormes da internet, mensagens de outros.

Não. Escrevamos nós mesmos, com nossas palavras. Isso vale muito mais. Sejamos breves. Se o nosso tempo é precioso, o do amigo também é.

Mensagens retiradas da internet são recebidas às dezenas, duplicadas ou triplicadas. Não têm o mesmo valor.

O nosso e-mail será único e é isso que importa para a amizade.

Quarto: enviemos fotos.

Este é um modo excelente do amigo saber como estamos. Façamos fotos nossas, em diferentes lugares, em diversas situações e mandemos, vez ou outra, aos amigos.

Não esqueçamos de escrever uma notinha. Reconhecer nossas letras será sempre emocionante.

Quinto: passemos férias juntos.

Encontremo-nos em algum lugar, entre nossas cidades. Consultemos colônias de férias, hotéis, lugares agradáveis e combinemos passar uma semana divertindo-nos e renovando a amizade.

Coloquemos o papo em dia. Recordemos bons momentos e produzamos outros tantos para recordar, nos dias de separação que tornarão a acontecer.

Sexto: ao menos digamos oi.

Se estivermos muito ocupados, atolados em papéis e obrigações, sem tempo para respirar; se acharmos que não temos condições de escrever ou telefonar, separemos uns minutinhos para escrever uma mensagem breve: Oi, tudo bem?

Usemos a web, o skype e perguntemos: Tudo bem, aí? Até depois!

Mantenhamos as linhas de comunicação abertas.

Sétimo: oremos pelos nossos amigos.

A oração estabelece linhas de comunicação invisíveis, ao tempo em que, igualmente, estaremos rogando a proteção dos céus ao amigo que, por vezes, está passando por situação dolorosa.

Oremos sempre e com fidelidade. Recomendemos nossos amigos a Deus, aos bons Espíritos.

É possível que não consigamos seguir todos estes itens, mas tentemos, começando ao menos com um deles.

Porque o único meio de conservar um amigo é ser amigo.

Invistamos na bolsa de valores da amizade, todos os dias. Os lucros sempre serão compensadores.

Lembremo-nos: amigo verdadeiro é aquele que compartilha todas as tristezas e dobra as alegrias.

Sejamos amigo!

O amigo alegre é como um dia de sol, que lança seu brilho em tudo à volta.

Sejamos um dia de sol, todos os dias.



por Redação do Momento Espírita, com base no cap. Grandes citações sobre a amizade e cap. Dez ideias para permanecer perto quando se está distante, do livro Listas para aquecer o coração, de Alice Gray, Steve Stephens e John Van Diest, ed. ATOS. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4694&stat=0

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A Realeza de Jesus

A Realeza de Jesus

4 – O reino de Jesus não é deste mundo. Isso todos compreendem. Mas sobre a Terra ele não terá também uma realeza? O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal. Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posterioridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos reis coroados? Ela é imperecível, enquanto a outra depende das circunstâncias; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Por Allan Kardec
Tradução de José Herculano Pires

Trombetas Modernas

Há mais de dois mil anos, quando Jesus estava entre nós, era comum as pessoas fazerem doações para os necessitados.
Cofres eram colocados numa determinada área dos templos denominada gazofilácio. Eles tinham bocas de metal em forma de grandes cones, conhecidos como trombetas.
Quando moedas eram lançadas neles, elas ressoavam e faziam barulho. Muitas vezes, ricos senhores jogavam suas moedas com estardalhaço, fazendo cantar as trombetas, com o objetivo de que as pessoas soubessem que estavam depositando ali grandes doações.
É a essas pessoas que Jesus Se refere, dizendo: Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.
*   *   *
Fazer o bem pressupõe anonimato, silêncio dos próprios atos.
Aqueles que alardeiam o que fazem, buscam aprovação e admiração dos demais, e dessa forma o bem não é praticado com desinteresse. Agem para alimentar a vaidade e sobressair perante a comunidade.
É possível ver algumas ações de caridade, anunciadas nas trombetas modernas: espaços em que as pessoas noticiam o que fazem, como jornais, revistas e redes sociais.
Algumas chegam a produzir vídeos caseiros e postar na Internet. Neles, pode-se ver pessoas simples – muitas vezes constrangidas - recebendo doações de brinquedos, roupas, dinheiro, e agradecendo a quem fez a doação.
A isso não podemos chamar de caridade, porque a caridade não constrange, não expõe quem a recebe, nem exige reconhecimento.
Caridade verdadeira é um gesto de amor e respeito para com o semelhante. Um ato, cujo único interesse é ver o bem do próximo, sem aguardar retribuição ou reconhecimento.
Tal gesto é, também, caridade moral, pois não fere o amor próprio de quem recebe.
A verdadeira caridade é delicada e dissimula habilmente o benefício que oferta, evitando melindrar quem está em posição de recebê-la.
A verdadeira caridade não coloca quem a faz em posição de superioridade em relação ao que recebe, mas os iguala, porque é realizada entre irmãos.
Também é acompanhada de palavras afáveis, gentis, evitando aumentar o sofrimento de quem se encontra em necessidade.
A verdadeira caridade cala o que faz porque sabe que se hoje está em posição de ajudar, no passado talvez tenha estado em posição de receber.
E se, atualmente, pode oferecer algo ao próximo, sente-se grata a ele por lhe proporcionar a oportunidade de se tornar melhor e praticar o que o Mestre ensinou.
Por mais atrativas que sejam as trombetas modernas, promovendo pessoas com a desculpa de compartilhar boas ações, os que compreendem o verdadeiro sentido da caridade não se deixam seduzir e preferem o anonimato, compartilhando o bem que fazem, exclusivamente com quem realmente importa: Deus, nosso Pai.
Esse Pai amoroso e bom que oferece o ar, o sol, a chuva a todos. O Criador que dispôs as belezas da natureza e a cada dia prepara novas maravilhas, simplesmente para que Seus filhos sejam felizes, no bendito lar chamado Terra. 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13, deO Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB 
e no 
Evangelho de Mateus,  cap. 6, versículo 2.
Em 3.2.2016.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O Outro Lado da Festa

O Outro Lado da Festa

Os preparativos para a grande festa estão sendo providenciados há meses.
As escolas de samba preparam, ao longo do ano, as fantasias com que os integrantes irão desfilar nas largas avenidas, em meio às arquibancadas abarrotadas de espectadores.
Os foliões surgem de diversos pontos do planeta, trazendo na bagagem um sonho em comum: "cair na folia".
Pessoas respeitáveis, cidadãos dignos, pessoas famosas, se permitem "sair do sério", nesses dias de carnaval.
Trabalhadores anônimos, que andam as voltas com dificuldades financeiras o ano todo, gastam o que não têm para sentir o prazer efêmero de curtir dias de completa insanidade.
Malfeitores comuns se aproveitam da confusão para realizar crimes nefastos, confundidos com a massa humana que pula freneticamente.
Jovens e adultos se deixam cair nas armadilhas viscosas das drogas alucinantes.
Esse é o lado da festa que podemos observar deste lado da vida. Mas há outro lado dessa festa tão disputada: o lado espiritual.
Narram os Espíritos superiores que a realidade do carnaval, observada do além, é muito diferente e lamentavelmente mais triste. Multidões de Espíritos infelizes também invadem as avenidas num triste espetáculo de grandes proporções. Malfeitores das trevas se vinculam aos foliões pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que trazem no mundo íntimo.
A sintonia, no Universo, como a gravitação, é lei da vida. Vive-se no lugar e com quem se deseja psiquicamente. Há um intercâmbio vibratório em todos e em tudo. E essa sintonia se dá pelos desejos e tendências acalentados na intimidade do ser e não de acordo com a embalagem exterior.
E é graças a essa lei de afinidade que os espíritos das trevas se vinculam aos foliões descuidados, induzindo-os a orgias deprimentes e atitudes grotescas de lamentáveis conseqüências.
Espíritos infelizes se aproveitam da onda de loucura que toma conta das mentes, para concretizar vinganças cruéis planejadas há muito tempo.
Tramas macabras são arquitetadas no além túmulo e levadas a efeito nesses dias em que momo reina soberano sobre as criaturas que se permitem cair na folia.
Nem mesmo as crianças são poupadas ao triste espetáculo, quando esses foliões das sombras surgem para festejar momo.
Quantos crimes acontecem nesses dias...quantos acidentes, quanta loucura...
Enquanto nossos olhos percebem o brilho dos refletores e das lantejoulas nas avenidas iluminadas, a visão dos espíritos contempla o ambiente espiritual envolto em densas e escuras nuvens criadas pelas vibrações de baixo teor.
E as conseqüências desse grotesco espetáculo se fazem sentir por longo prazo. Nos abortos realizados alguns meses depois, fruto de envolvimentos levianos, nas separações de casais que já não se suportam mais depois das sensações vividas sob o calor da festa, no desespero de muitos, depois que cai a máscara...
Por todas essas razões vale a pena pensar se tudo isso é válido. Se vale a pena pagar o alto preço exigido por alguns dias de loucura.
Os noticiários estarão divulgando, durante e após o carnaval, a triste estatística de horrores, e esperamos que você não faça parte dela.
Você sabia?
Você sabia que muitas das fantasias de expressões grotescas são inspiradas pelos espíritos que vivem em regiões inferiores do além?
É mais comum do que se pensa, que os homens visitem esses sítios de desespero e loucura durante o sono do corpo físico, através do que chamamos sonho.
Enquanto o corpo repousa o espírito fica semiliberto e faz suas incursões no mundo espiritual, buscando sempre os seres com os quais se afina pelas vibrações que emite.
Assim, é importante que busquemos sintonizar com as esferas mais altas, onde vivem espíritos benfeitores que têm por objetivo nos ajudar a vencer a difícil jornada no corpo físico.
Equipe de redação do Momento Espírita. Texto baseado nos capítulos 6 e 23 do livro "Nas Fronteiras da Loucura", ed. L

Acreditemos na Vida

Rosana conversava no corredor da Faculdade com alguns amigos.
O assunto era o colega do segundo turno que, na véspera, havia cometido suicídio.
Aliás, era o tema das conversas em toda a Universidade, nesse dia.
O foco era saber se o suicida merecia ou não o perdão de Deus e se as orações o poderiam beneficiar.
Alguém disse que quem comete esse tipo de morte, não pode ter perdão.
Foi logo contrariado na sua afirmativa, quando outro disse que todo suicida merece ser compreendido.
Como Rosana permanecia calada, a provocaram, perguntando o que achava da situação.
Sinceramente, disse ela, penso que a oração não deve ser negada a ninguém, e que esta conversa não ajuda nada ao amigo.
Ajudá-lo? Como assim? Ele morreu!
Ela respondeu: A morte não existe. Pereceu o corpo, o Espírito é imortal. Depois dessa morte, fica só a decepção de se ter multiplicado o sofrimento.
Os colegas se entreolharam. E o assunto se alongou, com Rosana detalhando as razões da sua afirmativa.
*   *   *
Triste se constatar que um amigo, colega ou parente se evadiu pela enganosa porta do suicídio.
Alguém disse, certa vez, que quem comete suicídio, em verdade não deseja se matar. Deseja, sim, matar a dor, a decepção que ele não consegue suportar.
Quando a fé e o bom ânimo fazem parte da vida da criatura, ela procura se refazer do sofrimento e buscar superação.
Quem não acredita na Imortalidade da alma, se prende tão somente às amarguras da vida.
Quem assim vive, sente vontade de abandonar tudo, para se livrar do sofrimento pois, nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar pelo suicídio, suas misérias.
A incredulidade sobre o futuro, as ideias materialistas fermentam esse desejo.
Contudo, o suicida logo descobre que não matou a vida, ele prossegue vivendo. E essa é, com certeza, sua maior dor.
Ele é qual prisioneiro que se evade da prisão, antes de ser cumprida a pena. Quando preso de novo, é mais severamente tratado.
*   *   *
A vida é um dom Divino que nos é dado para o crescimento, o progresso. Se lutas árduas nos chegam, tenhamos a certeza de que não nos faltarão as forças.
Isso porque Deus nunca confere fardo maior do que possamos carregar.
Dessa forma, jamais nos entreguemos ao desespero. Busquemos auxílio, digamos das nossas dificuldades. Sempre haverá um coração disposto a nos ouvir.
O mundo está repleto de pessoas bondosas. Basta, por vezes, que olhemos para o lado e peçamos ajuda.
Não acreditemos que a morte solucionará nossos problemas.
Quando o corpo fenece, nós, Espíritos, continuamos na vida, embora invisíveis aos olhos carnais.
E somos responsáveis pelo uso que fizermos e o destino que dermos aos nossos corpos.
Responderemos por todos os atos que colidirem com as leis morais estabelecidas pela Divindade.
Dessa forma, jamais pensemos em desistir da vida. E nas nossas rogativas a Deus, não peçamos que nos abrevie esta existência. Peçamos, sim, que nos dê forças para tudo suportar, com coragem.
E Ele, o bom Pai, jamais nos negará auxílio. 
Redação do Momento Espírita, com citação do item 71,
 do cap. XXVIII, de 
O Evangelho segundo o Espiritismo,
 de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 30.1.2016

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...