sábado, 18 de julho de 2015

Benefícios do Autoconhecimento

O autoconhecimento é importante em nossas vidas para nos entendermos melhor.
Muitas vezes, ignoramos o real significado de algumas sensações que vivenciamos no nosso cotidiano, por não nos conhecermos profundamente.
Pensamos estar doentes. Buscamos o parecer médico e o resultado nos frustra, porque nada é constatado, em nível físico.
Quantas vezes nos sentimos debilitados, como que enfraquecidos, com sensações desagradáveis a nos invadir? Ou irritados, sem saber a causa?
Quantos são os dias em que acordamos sem vontade de nada, até mesmo, de sair da cama?
E quando nos perguntam o que está acontecendo conosco, nossa resposta é: Nada.
Mas continuamos sem vontade de coisa alguma.
*   *   *
Importante seria que tivéssemos em mente que, além da realidade física e social, temos, atuante em nós, a realidade espiritual.
Muitos não aprendemos ainda, mas à noite, quando dormimos, nos libertamos parcialmente do corpo e, dessa forma, participamos da vida espiritual.
Esses momentos são importantes para nossa realidade espiritual, pois permitem que mantenhamos contato com amigos, amores e mesmo inimigos e desamores do passado de nossas vidas.
Ao acordarmos, no corpo físico, trazemos gravadas no subconsciente as lembranças, acompanhadas de seus efeitos, que se refletem em nosso corpo.
Pode acontecer que algumas dessas sensações interfiram em nosso estado de ânimo, parecendo-nos estar doentes, desanimados. Conscientemente, não sabemos explicar o porquê desse mal estar.
Assim também, os momentos de alegria e disposição especiais, ao acordarmos, dão-nos a certeza de que vivemos bons momentos durante o sono do corpo.
O sono físico é a porta pela qual Deus nos permite também, manter contato com nosso anjo da guarda, que nos aconselha e nos orienta.
Grandes sábios da Humanidade tiveram o seu momento de glória nas suas invenções, depois de terem um sono ou mesmo um cochilo, em que visitaram certos locais espirituais ou receberam determinadas informações da Espiritualidade.
Ou, ainda, sintonizaram com outras mentes criativas que os inspiraram a encontrar a solução para o que planejavam criar, inventar.
Por isso tão importante é o uso de uma boa leitura e a oração sincera, antes de nos entregarmos ao sono, todas as noites.
Essa atitude nos garantirá a presença de amigos espirituais, cujo contato nos haverá de beneficiar.
*   *   *
Nosso corpo funciona retratando o estado de ânimo do Espírito que o habita.
As sensações, que nos parecem estranhas ou sem causa, podem estar ocorrendo em nível espiritual, refletindo-se no corpo físico.
Na busca do autoconhecimento, bom que identifiquemos quem somos, espiritualmente falando, e como vivenciamos essa realidade.
Ou seja: qual a qualidade dos nossos pensamentos e sentimentos, quais as emoções que predominam em nós, quais desejos alimentamos, pois essas são manifestações da alma que nos identificam com almas afins e nos permitem sensações agradáveis ou não.
Com tal estudo, decifraremos muitas questões que nos parecem inexplicáveis e poderemos corrigir imperfeições que nos criam sintonias indesejáveis.
Apliquemo-nos nisso. 
Redação do Momento Espírita.
Em 17.7.2015.

O Verdadeiro Espírita

O verdadeiro espírita

Jamil Salomão

“O espírita é reconhecido pelo esforço que faz para sua transformação moral e para vencer suas tendências para o mal.” – Allan Kardec

O verdadeiro espírita é aquele que aceita os princípios básicos da Doutrina Espírita. Quando se pergunta ao praticante: Você é espírita? Comumente ele responde: “Estou tentando”. Na verdade, a resposta deveria ser sem hesitação: Sou espírita!!! Quanto ao fato de ser perfeito ou qualquer qualificação moral é outro assunto, que não exime o profitente de ser incisivo na sua resposta. Nesse ponto, o praticante não tem que hesitar na sua definição, porquanto Allan Kardec foi claro no seu esclarecimento ao afirmar que se reconhece o espírita pelo seu esforço, pela sua transformação, e não pelas suas virtudes ou pretensas qualidades, raras nos habitantes deste Planeta.
O que acontece com freqüência, seja iniciante ou mesmo com os mais antigos, é que, será mais cômodo não assumir uma postura mais responsável ou permanecer com um pé na canoa e outro na terra. Admite-se até, em determinadas ocasiões que se queira dar uma demonstração de modéstia, mas, que não se justifica sob o ponto de vista de definição pessoal.
A propósito, lembro-me de ter ouvido em uma emissora de rádio da Capital um pronunciamento de um padre católico, ao referir-se aos católicos, que frequentam os Centros Espíritas para os habituais Passes e a “aguinha fluidificada” e passam a vida sem ter a mínima noção do que representa o Passe e a água. Para esses meio-cá-meio-lá, o mencionado reverendo denominou-se de “catóritas”. Engraçado, não!?
Como chamar os espíritas que se dedicam aos trabalhos nos Centros Espíritas, mas que continuam batizando os filhos, sob o pretexto de que quando maiores escolherão sua própria religião, casam os filhos na Igreja com as pompas e as cerimônias habituais, fazem a Primeira Comunhão com as tradições da Igreja Católica, etc?
Quando os Centros Espíritas se organizarem verdadeiramente, proporcionando aos seus frequentadores, além do Passe e da Água Fluidificada, a orientação doutrinária, para maior compreensão dos princípios básicos que devem nortear o aprendiz e os trabalhadores na Seara Espírita, certamente, o verdadeiro espírita terá uma nova postura na sociedade, mais convincente, porque passará a distinguir o que é ser espírita, segundo a analogia explicitada por Allan Kardec nas obras básicas organizadas pelo codificador sob a orientação dos Benfeitores Espirituais.

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.” – Bezerra de Menezes

(Publicado no Jornal A Voz do Espírito - Edição 92: Dezembro de 1998)

Autógrafo de Deus

Autógrafo é a assinatura original, de próprio punho, do autor de alguma obra.
Assinam seus quadros os pintores. No entanto, melhor do que a sua assinatura, o que diz se o quadro é verdadeiramente daquele pintor é o seu estilo.
Quem quer que se aprofunde pelo conhecimento da arte, poderá, ao admirar uma tela, afirmar do seu autor. E identificar, inclusive, se for o caso, a que período da vida artística daquele pintor corresponde.
Quem escreve um livro, define-se por uma forma de escrever e, a partir daí passará a ser conhecido. Naturalmente, coloca seu nome na obra.
Mas, mais do que isso, identifica-se pelo estilo e a forma com que desenvolve o seu pensamento, ao transpô-lo para o papel.
Cada artista tem sua maneira peculiar de se identificar no seu trabalho.
E é assim que ele é conhecido e admiradas as suas produções, através dos tempos.
Quando nossos olhos se extasiam ante a prodigalidade da natureza; quando nossos ouvidos se deliciam com os sons dos rios cantantes, com o murmúrio da fonte minúscula, com as águas que descem pelas encostas, despejando-se ruidosamente de alturas; quando o vento flauteia uma canção entre os ramos ou agita com violência o arvoredo; quando o sol se pinta de ouro e tudo enche de luz por onde se espraia; quando o céu se faz de tonalidades mil, indefiníveis, num amanhecer indescritível; quando tudo isso acontece, todo dia, a cada dia... procuramos o autor. E a assinatura.
O inacreditável do grandioso e das coisas minúsculas, tudo obedecendo a idêntico esmero, diz-nos da qualidade do artista.
A diversidade de tons, de sons nos fala de um Alguém superlativamente criativo, pois que há bilhões de anos não reprisa um pôr de sol, nem o cristal da gota de orvalho, nem a combinação dos gorjeios da passarada.
Cada dia tudo é diferente. O sol retorna, as nuvens se espreguiçam, a pradaria se estende, alongando sua colcha de retalhos de cores diversas, bordadas cá e lá de flores miúdas... Mas nada é igual.
As folhas nas árvores estão em número maior ou menor, a sinfonia das águas acabou de ser composta, os pássaros balançam-se em outras ramagens.
Sim, o artista responsável pelo concerto do dia e da noite é extraordinário.
Os homens afirmam que jamais O viram. Mas todos podem admirar Sua obra. Mesmo aqueles que Lhe negam a existência.
Esse artista inigualável assina a delicadeza das manhãs com o pincel da madrugada.
Podemos descobrir Seu autógrafo na tela do firmamento, no brilho das estrelas.
Podemos descobrir Sua escrita nas flores dos campos, dos jardins, das montanhas.
Ele é tão grande que a tela onde cria as Suas maravilhas vive em expansão.
Mas onde esse artista coloca Sua mais especial assinatura é na essência de cada um dos filhos que criou.
Ela está em cada um de nós e se chama Imortalidade.
Pense nisso. Você é o mais especial autógrafo de Deus.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 16
e no  livro Momento Espírita, v. 9, ed. FEP.
Em  15.7.2015.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PERMUTA INCESSANTE

Embora nem sempre se reconheça isto, de maneira consciente, no mundo, estamos constantemente trocando valores que a existência nos confere por elementos que nos ajudam ou desajudam, enriquecendo a vida ou empobrecendo-a por nossa conta.

Poder, fortuna, inteligência, força, cultura ou habilidade são recursos que a Divina Providência nos situa nas mãos.

Tudo o que a Terra possui, em matéria de bem ou de mal, luz ou treva é resultado de permuta efetuada pelos homens, no curso do tempo, na utilização dos meios que Deus lhes confia.

Em virtude disso, temos no plano físico, os negócios materiais alicerçados em mercado terrestre e negócios da alma envolvendo interesses do espírito imperecível.

Uma casa, na essência, é fruto de uma transação. Aqueles que levantaram deram trabalho e suor ao tempo e o tempo lhes retribui com a esperada realização.

Um plano concretizado é a justa equação de um convênio perfeito.

A criatura insiste com os próprios anseios, junto às Leis do Universo, e as Leis do Universo lhe atendem aos anelos, dando-lhe forma aos pensamentos.

Observa o que fazes de ti, em que te trocas.

Ainda que o não reconheçamos, de pronto, cada um de nós se dá por aquilo que busca.

Basta raciocines quanto à responsabilidade de viver e perceberás que a tua própria existência é um ajuste incessante entre as escolhas que eleges e os agentes imponderáveis da natureza que respondem às decisões. Por isso mesmo, estamos hoje naquilo em que nos demos ontem e, naquilo em que nos traçamos hoje, estaremos fatalmente amanhã.
 Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Mãos Unidas, Médium: Francisco Cândido Xavier

A FÉ E O DEVER

A FÉ E O DEVER
A fé em Deus é imensamente comum.

Embora sob distintas denominações e formas, a imensa maioria dos homens afirma crer na Divindade.

Contudo, seu agir e seu sentir nem sempre espelham essa crença.

Deus é a suprema e soberana inteligência, ilimitado em Seus poderes e virtudes.

Ele é infinitamente poderoso, sábio, justo e bondoso.

Saber que a Divindade está no controle de tudo possui o condão de modificar a percepção de prioridades das criaturas.

Como a justiça Divina é perfeita e impera no Universo, cada qual vive o que necessita e merece.

Assim, não é necessário passar a existência na intransigente defesa do próprio espaço.

Sem dúvida, não é viável ser ingênuo ou preguiçoso e deixar de cuidar de si.

Apenas não é necessário angustiar-se pelas contingências da vida.

Quem crê em Deus tem condições de desenvolver tranquilidade interior.

Afinal, é convicto de que o Soberano poder impõe ordem no Universo.

Deposita fé na bondade e na justiça Divinas e sabe que sem a permissão celeste nada ocorre.

Justamente por isso, a atenção do crente deixa de estar em seus direitos para residir em seus deveres.

Por saber que o mérito preside os destinos das criaturas, cuida de ser o melhor possível.

Tem fé no futuro, razão pela qual coloca os bens espirituais acima dos materiais.

Sabe que as vicissitudes da vida são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do ideal da fraternidade, faz o bem sem esperar recompensas.

Encontra satisfação em ser útil e bondoso, em fazer ditosos os outros.

É benevolente para com todos, independentemente de credo, cor ou raça, pois sabe que todos os homens são filhos de Deus e Seus irmãos.

Respeita as convicções sinceras dos semelhantes e não condena quem pensa diferente.

Quando ofendido, procura perdoar por compreender as dificuldades dos irmãos de jornada.

Jamais se vinga, ciente de que toda justiça repousa nas mãos do Criador.

É indulgente para as fraquezas alheias, por saber que também necessita de indulgência.

Não se ocupa dos defeitos alheios, mas dos seus.

Estuda as próprias imperfeições, a fim de se melhorar.

Consciente do olhar de Deus sobre si, cuida de ser digno em todos os momentos de sua vida, mesmo os mais íntimos.

Usa, mas não abusa, de seus bens, por ser consciente de que são apenas empréstimo da Divindade.

Utiliza seu tempo livre em atividades úteis, fazendo-se um agente do progresso no mundo.

Talvez esses deveres pareçam excessivos, mas não representam um peso para quem realmente acredita em Deus.

Constituem consequência natural da certeza da existência de um ente superior, pleno de bondade, justiça e poder.

Pense nisso.
 por Redação do Momento Espírita, com base no item 3, do cap. XVII, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo,
de Allan Kardec, ed. FEB. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4511&stat=0.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Tarefas

As grandes almas, às vezes, renascem para desempenhar na Terra missões gloriosas.
Seus feitos encantam e servem de inspiração para todos.
Semeiam a paz e amparam os desgraçados, em larga escala.
Contudo, por imperfeito que ainda se apresente, todo homem tem uma função pessoal e intransferível nas engrenagens do mundo.
Assim, não se afirme à margem da vida e nem se considere inútil.
Também evite alegar impedimento para desertar da atividade que a vida lhe reservou.
Antes de protestar sua pouca importância, repare nas lições que vertem, silenciosas, do livro da natureza.
Imagine se os vermes parassem de trabalhar, por se reconhecerem insignificantes.
O solo ficaria ressecado e perderia a fecundidade, tornando-se incapaz de solucionar os problemas humanos.
Cogite se as sementes invejassem a posição das árvores maduras e generosas que lhes presidem a espécie.
Caso elas desistissem de seu esforço obscuro na germinação e no crescimento, em pouco tempo a esterilidade anularia os recursos da terra.
Suponha que as papoulas deixassem de produzir em atitude de revolta contra aqueles que lhes deturpam a essência nos mercados do ópio.
Deixaria de haver alívio para as dores de incontáveis enfermos desesperados.
Pense se as fontes singelas fugissem de sustentar os grandes rios e as formidáveis represas, a pretexto de serem humildes em excesso.
Haveria prejuízo geral, com falta de preciosa energia com que a Humanidade conta.
Com a mente nessas lúdicas imagens, reflita seriamente sobre a sua posição no mundo.
Honre o posto de ação em que foi localizado, por singelo que ele lhe pareça.
Diante da lei Divina, não há ocupação útil aviltante.
As mãos que assinam decretos não vivem sem aquelas outras que preparam a mesa.
Os braços que conduzem arados são apoios dos que movem máquinas poderosas.
O suor na indústria verte para sustento e conforto de todos.
O asseio na rua é proteção à comunidade.
Por gloriosa que pareça a posição de determinado homem, ele necessita do apoio de incontáveis outros, mais humildes.
O bem é sempre resultado do esforço geral.
O relevante é saber se tornar útil, com os recursos que se possui.
Não compensa invejar as facilidades alheias e com isso tombar na ociosidade.
Por pequenos que pareçam seus talentos, movimente-os no bem.
Se suas tarefas se afiguram singelas, honre-as ainda assim.
Não se ocupe em colecionar rótulos passageiros, sem utilização proveitosa e digna.
Também não se atrapalhe ao assumir muitos compromissos ao mesmo tempo.
Importa, acima de tudo, fazer bem o que se deve fazer.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. LXXVIII
 do livro 
Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia
 de  Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 9.7.2015.

Em Ti Próprio

"De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus". PAULO. (Romanos, 14:12.)


Escutarás muita gente a falar de compreensão e talvez que, sob o reflexo condicionado, repetirás os belos conceitos que ouviste, através de preleções que te angariarão simpatia e respeito.

Entretanto, se não colocares o assunto nas entranhas da alma, situando-te no lugar daqueles que precisam de entendimento, quase nada saberás de compreensão, além da certeza de que temos nela preciosa virtude.

Falarás de paciência e assinalarás muitas vozes, em torno de ti, referindo-se, no entanto, se no imo do próprio ser não tens necessidade de sofrer por algum entre amado, muito pouco perceberás acerca de calma e tolerância.

Exaltarás o amor, a bondade, a paz e a união, mas se nas profundezas do espírito não sentires, algum dia, o sofrimento a ensinar-te o valor da nota de consolação sobre a dor de que te lamentas; a significação da migalha de socorro que outrem te estenda em teus dias de carência material; a importância da desculpa de alguém a essa ou àquela falta que cometeste e o poder do gesto de pacificação da parte de algum amigo que te restituiu a harmonia, em tuas próprias vivências, ignorarás realmente o que sejam entendimento e generosidade, perdão e segurança íntima.

Seja qual a dificuldade em que te vejas, abstém de carregar o fardo das aflições e das perguntas sem remédio.
Penetra no silêncio da própria alma, escuta os pensamentos que te nascem do próprio ser e reconhecerás que a solução da vida surgirá de ti mesmo.
 Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Ceifa de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...