sábado, 6 de junho de 2015

Vaidade..Orgulho..Poder..Prepotência

    Vaidade..Orgulho..Poder..Prepotência

    Ao pensar em um tema para estas reflexões semanais neste espaço do Jornal da Manhã, escrevinhei vários e depois de um “brain storm” resultou nestes comportamentos nada recomendáveis, principalmente se nos atentarmos para as lições do Mestre Divino.
    Não sei porque essa escolha, mas como nada acontece por acaso, espero que tenha recebido da espiritualidade a intuição de que essas reflexões precisam ser vistas e revistas como base para se ‘sentir’ espírita e não ‘estar’ espírita.
    Bem, daí fui pesquisar e estudar o que encontrar sobre cada uma dessas situações. Como sempre faço primeiro procuro num dicionário o significado do termo. E encontrei o seguinte: “vaidade, s.f. – 1. desejo imoderada de chamar a atenção ou de receber elogios; 2. presunção; fatuidade;gabo.”
    Comparando com o que fez Jesus em sua passagem terrena podemos deduzir que representa um estado interior, matiz do egoísmo neutralizador dos bons sentimentos. O vaidoso só pensa em si mesmo, não percebe a existência de seus semelhantes, é um narcisista que jamais vão compreender o princípio ensinado pelo Mestre de que “somos todos irmãos”.
    Sobre a vaidade encontrei uma manifestação do Espírito George, na Revista Espírita, 1860, junho, pág. 197 – “Ela mancha todos os pensamentos delicados; penetra o coração e o cérebro. Planta má, abafa bondade em seu germe; todas as qualidades são aniquiladas por seu veneno. Para lutar contra ela, é preciso usar a prece; só esta nos dá a humildade e a força”
    A última frase sintetiza como podemos extirpar qualquer sinal de vaidade que possa ameaçar o nosso horizonte de espírita e cristão: é com a fé inabalável e o poder da prece sincera e vontade de não se deixar vencer pelas tentações materiais.
    E no Evangelho de Kardec encontramos no capítulo XVII, Sede perfeitos, nº 8: “A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. (...) aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia. E sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho. A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. (....) É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido,meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor-próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. (....) Mais vale menos virtudes na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que as humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se”
    Quanto ao orgulho, “s.m. 1.- Elevado conceito que alguém faz de si mesmo. 2. amor-próprio exagerado. 3. Altivez;soberba” Orgulho é oposto diametralmente a humildade, proporcionando ao orgulhoso se situar acima dos demais seres humanos. Ele está voltado para dentro de si mesmo, super valorizando qualquer virtude que possa aparentar, por mínima que seja, e que o leva muitas vezes a humilhar aquele que ele pensa ser seu inferior, material ou intelectualmente. 
    O orgulhoso está muito distante de Deus, tendo O esquecido por completo, magnetizado pelo que julga ser sucesso e superioridade. Este é, talvez, o maior problema de alguns médiuns, que se sentem “privilegiados” pelas manifestações que recebe ou por falsos dons que procurar mostrar., mas que o orgulho cega e o exalta.
    Na Revista Espírita de fevereiro de 1859 e no Livro dos Médiuns, capítulo XX, nº 228,, encontramos: “De todas as disposições morais, a que maior entrada oferece aos espíritos imperfeitos é o orgulho. Este é para os médiuns escolho tanto mais perigoso quanto menos o reconhecem. É o orgulho que lhes dá a crença cega n na superioridade dos espíritos que a eles se ligam, porque se vangloriam de certos nomes que lhes impõem.”
    E Allan Kardec , numa mensagem aos espíritas de Lyon alertou: “O egoísmo e o orgulho matam as sociedades particulares, como matam os povos e as sociedades em geral. Lede a história e vereis que os povos sucumbem sob o amplexo desses dois mortais inimigos da felicidade humana”. In Revista Espírita, 1862)
    Dos ensinamentos de Jesus voltados para mostrar o quanto mal faz o enraizamento desses sentimentos no coração do homem, o Evangelho registra diversas passagens: Mateus: V, 3 :”Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. Lucas, XIV, 11: “Porque todo que se exaltar será humilhado e todo aquele que se humilhar será exaltado.” E muitas outras passagens vamos encontrar com a exaltação da simplicidade, da humildade, em contrapartida aos vícios do orgulho e da vaidade.
    Leon Denis também se referiu ao orgulhoso no seu livro Depôs da Morte: “ Entre todos os homens, ele é o que menos se conhece: presunçoso, nada pode arrancá-lo do erro, pois ele evita com todo cuidado tudo quanto serve para esclarecê-lo; odeia que o contradigam e não se agrada senão com a companhia dos aduladores...”
    Várias são as definições de poder, mas o poder aqui estudado é aquela forma de exercer um comando com força e autoritarismo. Direito de agir e mandar; vigor e potência. Mas nenhuma dessas definições se enquadra como virtude, mas sim defeitos. Saber exercer o poder é o difícil.
    Dentro da concepção do espiritismo podemos sentir que o poder que se condena é aquele desejo de mandar, de se mostrar superior. De se encastelar em uma redoma que os inferiores não se aproximam. É aquele poder que emana da vaidade, do orgulho, do exibicionismo. É o poder material por extensão, é um aleijão dentro da personalidade simples e humildade do verdadeiro cristão..
    Se em organizações empresariais, leigas, não se entende a luta pelo poder, pelo comando, pela sua perpetualidade, não podemos receber com bons olhos a luta para dominar um entidade espírita, um entidade voltada para a prestação de serviços à comunidade, à assistência espiritual.
    A lição maior de Jesus foi a sua humildade, mesmo quando poderia mostrar seu poder, sua força, ao ser indagado por Pilatos “Tu és Rei?”, ele respondeu “É tu que o dizes”. E sabemos que se quizesse usar do seu poder espiritual e de filho de Deus, teria subjugado as forças de Roma e a traição de Judas.
    Em Lucas, capítulo XIV, v. 1 e 7 a 11, lemos: “todo aquele que s e eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado.” Maravilhosa lição, nos ensina que não é subir ao posto mais elevado que irá nos tornar o melhor dentro do grupo, da sociedade. Jesus quis no dizer que a humildade nos leva ao seu Reino, ao contrária do que tem pretensão de ser mais elevado que os outros,não merecerá o seu Reino por não ter entendido suas lições.
    Mateus, no capítulo XX, 20 a 28, nos relata: “(...) Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes as tratam com império. – Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior seja vosso servidor; e aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; - do mesmo modo que o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos”.
    É a sede de poder, a fome de exaltação de si mesmo, de mando, de ver sua própria figura como centro das atenções, cercada pela subserviência e dotada das faculdades de decisão sobre os destinos alheios,,, é essa sede de poder, essa energia negativa que desgraça o próprio ser, as instituições, a sociedade, o mundo.
    O orgulhoso, o ambicioso, o todo poderoso, o prepotente, o vaidoso, todos se esquecem da reencarnação.... O que será daquele que cultivar um ou mais desses defeitos? Aquele que se orgulha dos seus bens ou das posições que ocupa e pelas quais luta com todas suas forças, e não lhes dá a correta destinação, nas futuras encarnações certamente irão amargar a pobreza, a penúria, a miséria, para poderem dessa forma aprender a respeitar as leis divinas.
    Vaidade, orgulho, ganância, prepotência, a sede de poder, é um conjunto de vícios até mesmo oriundos do passado, revelam que o ser ainda não amadureceu para a vida eterna, tem como pressuposto a permissão da
    lei divina para uma felicidade egoísta.


    Fui encontrar no texto “Pobres de Espírito e Espíritos Pobres”, de Cairbar Schutel alguns conceitos que merecem ser anotados e refletidos:
    “Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho. Os ‘pobres de espírito’ são os que não têm orgulho, os espíritos ricos são os que acumulam tesouros nos Céus,onde a traça não os rói e os ladrões não os alcançam”.
    “Os ‘pobres de espírito’ são os humildes, que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem!”
    “A humildade é a virgem sem mácula que a todos discerne sem poder ser pelos homens ser discernida”
    Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: pobreza de sentimentos baixos, pobreza de caráter deprimido. Quantos pobres de bens terrenos julgam ser dignos do Reino dos Céus, e , entretanto, são almas obstinadas e endurecidas, são seres degradados que,sem coberta e sem pão, repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé bastarda, que,em vez de esclarecer,obscurece, em vez de salvar, condena!”
    “Pobres de espírito são os simples e retos, e não os orgulhosos e velhacos;pobres de espírito são os bons que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios”
    “Para estes é que Jesus disse: ‘BEM AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO, POQUE DELES É O REINO DOS CÉUS’ “ - extraído do livro ‘Parábolas e ensinos de Jesus’.
    Estejamos sempre atentos,não nos iludamos com as falsas premissas de felicidade aqui no planeta, não nos deixemos levar pelos falsos profetas e por aqueles que querem nos mostrar sua superioridade. Tudo isso é fogo fátuo. Que Deus nos abençoe.



    (publicado no Jornal da Manhã, Marilia, no domingo dia 14 de novembro de 2004)
    Nery Porchia


Não Lastimes

NÃO LASTIMES
NÃO LAMENTES NA VIDA 
AQUILO QUE PERDESTE.
O DESGOSTO SOFRIDO
ABRIU-TE ESTRADA NOVA.
SEGUE ATRAVÉS DA SENDA
QUE A PROVA TE MOSTROU.
RENOVA O PENSAMENTO,
LARGA-TE DO PASSADO.
TRABALHA E BUSCA A FRENTE,
NÃO CHORES, NEM RECUES.
E ENTENDERÁS QUE DEUS
DÁ-NOS SEMPRE O MELHOR.


Emmanuel

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Paciência e Natureza

    Paciência e Natureza

    Quem se proponha a entesourar paciência, observe o livro da natureza.

    As nossas anotações podem parecer sinônimos do óbvio, no entanto, o óbvio, por ser simples, é aquilo que se faz, habitualmente, mais difícil de ser pesquisado e revisto.

    Ao Sol, por exemplo, dentro da noite, em determinado hemisfério, por mais se lhe peça luz plena e imediata, há que se lhe aguardar o reaparecimento, depois de algumas horas.

    Inútil rogar o fruto de certa árvore até o momento em que lhe será lícito surgir.

    Uma estrada, entre duas cidades razoavelmente distanciadas uma da outra não se constrói a toques de mágica.

    Sabe-se que o carbono puro suporta séculos e séculos de transformações lentas, no sub-solo, antes de converter-se em brilhante.

    Considerando que o espírito de seqüência assinala todas as criações da vida, a impaciência, muitas vezes suscitando irritação e inquietude, cólera e delinquência, decorre de nossa própria incapacidade de entendimento, acerca de situações e pessoas.

    Não solicitarás atitudes de elevação daqueles que ainda não assimilaram os ingredientes espirituais indispensáveis para constituí-las e nem pedirás alto comportamento nesse ou aquele companheiro que ainda não se habilitaram para isso.

    Onde estiveres e com quem estiveres, não permitas que as tuas esperanças se façam exigências.

    Ama e trabalha, serve e auxilia sempre sem reclamar e acabarás compreendendo que a paciência construtiva, fonte de serenidade e tolerância, em qualquer tempo e lugar, para cada um de nós é simples obrigação.
    EMMANUEL

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Arma Infalível

    A Arma Infalível

    Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.
    O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. 
    E quando o diretor do serviço deu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porque. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
    Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. 
    Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a feriara e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. 
    Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração o estilete invisível.
    Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno ponderável'>imponderável, num pontapé de largas proporções.
    O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.
    Era senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-se de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
    O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
    - Estou farto! - bradou a senhora - é culpada dos aborrecimentos que me perseguem!
    Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente ! ...
    Pronunciou terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
    A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
    - Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. 
    No entanto, tenhamos bom ânimo!
    Lembremo-nos de Jesus! ... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos regou ...
    Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!
    O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
    Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
    A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.
    Néio Lúcio

Reajuste

    Reajuste

    Toda obra, quanto a máquina que se move, pede um núcleo de força.

    Observemos, no entanto, que a oficina do reajustamento de todos aqueles que asseguram a obra do Senhor na Terra não se localiza aí no mundo.

    Trabalhemos e os mensageiros de Jesus – mecânicos sublimes – saberão reequilibrar-nos, revisar-nos, sustentar-nos e colocar-nos dia a dia em posição de servir.
    Batuíra

    • Sobre o Autor

      • Nascido a 19 de março de 1839, em Portugal, na Freguesia de Águas Santas, hoje integrada no Conselho da Maia, e desencarnado em São Paulo, no dia 22 de janeiro de 1909. Seu nome de origem era Antônio Gonçalves da Silva, entretanto, devido a ser um moço muito ativo, correndo daqui para acolá, a gente da rua o apelidara "o batuíra", o nome que se dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de vôo rápido, que frequentava os charcos na várzea formada, no atual Parque D. Pedro II, em S. Paulo, pelos transbordamentos do rio Tamanduateí. Desde então o cognome "Batuíra" foi incorporado ao seu nome. Tornou- se um dos pioneiros do Espiritismo no Brasil. Fundou o "Grupo Espírita Verdade e Luz", onde, no dia 6 de abril de 1890, diante de enorme assembléia, dava início a uma série de explanações sobre "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Figura bastante popular em S. Paulo, Batuíra tornou-se querido de todos, tendo vários órgãos da imprensa leiga registrado a sua desencarnação e apologiado a sua figura exponencial de homem caridoso e dedicado aos sofredores.

domingo, 31 de maio de 2015

Calar a Discórdia

    Calar a Discórdia

    A harmonia plena ainda constitui um sonho distante de qualquer organização humana.

    Os homens guardam grandes diferenças entre si.

    Diversos fatores induzem a distintas formas de entender e viver a vida.

    A educação recebida no lar, as experiências profissionais e afetivas, os professores e os amigos.

    Todos esses elementos contribuem para a singularidade da personalidade humana.

    A diversidade produz a riqueza.

    Se todos os homens pensassem do mesmo modo, o marasmo e a mesmice tomariam conta do mundo.

    Uma assembléia ou equipe composta de forma heterogênea possui grande potencial.

    Ocorre que conviver em harmonia com o diferente pressupõe maturidade.

    Em qualquer gênero de relacionamento humano, é necessário respeitar o próximo.

    Mas é preciso também manter o foco em um objetivo maior.

    Toda associação humana possui uma finalidade.

    No âmbito profissional, busca-se o crescimento da empresa na qual se participa.

    Na esfera familiar, colima-se a educação e o preparo de seus membros para a vida, em um contexto de dignidade.

    Em uma associação filantrópica, tem-se por meta a prática do bem.

    A noção clara do objetivo que se persegue facilita a convivência.

    O fato de alguém discordar de suas idéias não significa que esteja contra você.

    O relevante é verificar qual o modo mais eficiente de atingir a meta almejada pelo grupo.

    A convivência humana raramente deixa de produzir algum atrito.

    Mas é preciso saber calar a discórdia.

    Se o embate de idéias e posições não é ruim, a agressividade e o radicalismo sempre o são.

    Pense sobre as instituições que você integra.

    Sua presença em tais ambientes visa ao interesse coletivo, ou à exaltação de seu ego?

    É melhor afastar-se delas do que, por mesquinharia, ser causa de desestabilização e brigas.

    Mas o ideal é aprender a sacrificar seu interesse pessoal em prol de uma causa maior.

    Se uma controvérsia surge, reflita com serenidade sobre os pontos de vista envolvidos.

    Caso sua posição não seja defensável, abdique dela.

    Procure ser um elemento pacificador nos meios em que se movimenta.

    Há pouca coisa tão cansativa quanto um altercador contumaz.

    Certas posturas são toleráveis apenas em pessoas muito jovens.

    Na maturidade, a rebeldia e a vaidade sistemáticas são ridículas.

    Não canse seus semelhantes, com posições inflexíveis e injustificáveis.

    Aprenda a ceder e a compatibilizar, quando isso não comprometer sua honestidade e sua ética.

    De que lhe adianta vencer um debate, se a causa que você defende sofre com isso?

    O homem sábio identifica quando deve avançar e quando deve recuar.

    Mas sempre o faz de forma sincera e digna.

    De nada adianta afetar concordância e semear a discórdia nos bastidores.

    A dissimulação e a intriga são indignas de uma pessoa honrada.

    Reflita sobre isso, quando se vir envolvido em debates e contendas.

    Quando se engajar em uma causa, sirva-a com desinteresse.

    Jamais se permita servir-se dela para aparecer.

    Mas principalmente nunca a prejudique por radicalismo e imaturidade.
      • (Momento Espírita)

    • Sobre o Autor

      • O Programa Radiofônico Momento Espírita, produzido pela Federação Espírita do Paraná, desde 1992, tem revelado números muito interessantes. Sua redação é composta por uma Equipe de Voluntários que, sem desejar fazer proselitismo, elabora textos, sempre embasados na Doutrina Espírita, que levam a mensagem da esperança, bom ânimo, da alegria de viver a quem sintonize em uma das mais de 200 emissoras de rádio, espalhadas nos vários Estados do nosso Brasil, cadastradas no site www.momento.com.br Além disso, já são 12 CDs e 7 livros, contendo as seleções dos mais belos e mais solicitados textos, disponibilizados ao público na Livraria Mundo Espírita e em diversos outros locais, em todo o Brasil. O site www.momento.com.br , abrigado no www.feparana.com.br já ultrapassou a casa dos 5.000.000 acessos, desde a sua criação, em 28 de março de 1998. Mais recentemente, o site do Momento Espírita em espanhol, reativado em janeiro de 2007, vem registrando igualmente maior número de visitas para os seus mais de 200 textos disponibilizados. Ainda não muito conhecida, a versão em inglês já ultrapassa 100 textos. Estão cadastradas para a recepção em seus e.mails, três a quatro vezes na semana, entre segunda e sexta, mais de 44.000 pessoas. Trata-se do Momento em Casa - MEC que, a cada dia, tem acrescentados cadastramentos espontâneos. Após longo processo, a Federação Espírita do Paraná alcançou êxito e adquiriu os direitos patrimoniais de uso e gozo da marca nominativa MOMENTO ESPÍRITA, conforme a Lei de Propriedade Industrial 9279/96.

Espíritos Inexperientes

Na comunhão com os espíritos domiciliados no Além, encontrarás não apenas os instrutores que te induzem à disciplina e à renovação.

Qual ocorre na Terra mesmo, aqui e ali, surpreenderás espíritos inexperientes, conquanto simpáticos, que te partilham o nível de idéias e sentimentos.

Harmonizados com as tuas necessidades e inclinação, dedicam-se ao teu bem-estar e mostram-se dispostos a te servirem na condição de verdadeiros escravos, às vezes, em detrimento de teus melhores interesses na vida espiritual.

Sempre fácil e agradável o intercâmbio com eles, de vez que se te sujeitam alegremente aos menores caprichos.

Quem de nós, espíritos endividados e imperfeitos que ainda somos, não terá consigo algo da criança necessitada de carinho e de aprovação?

Embora agradecidos ao bem que semelhantes amigos nos facultam, é preciso não nos viciemos a pedir-lhes proteção indiscriminada e incessante. Em virtude de nos assemelharmos, de algum modo, à criança, e claramente por isso mesmo, não nos será lícito dispensar o concurso de professores que nos conduzam à aquisição do auto-conhecimento, por vezes, à custa de disciplinas constrangedoras, mas, necessárias.

Aceitemos a colaboração dos espíritos inexperientes, entretanto, não nos esqueçamos de que, na maioria das circunstâncias, são eles companheiros de evolução e burilamento, em condições tão deficitárias quanto as nossas.

Muita gente prefere o exclusivo convívio deles no intercâmbio espiritual, pretextando que apenas deles recolhe o conforto e a assistência de que precisa e compreendemos, em tese, essa disposição de espírito, porquanto ninguém vive sem o calor da amizade. Ponderemos, no entanto, que sem a autoridade do instrutor que esclarece e corrige, a escola perderia a finalidade.

Agradece o concurso fraterno dos espíritos inexperientes, não obstante simpáticos, sem olvidar que eles são nossos companheiros de classe no educandário da vida, necessitados tanto quanto nós mesmos, de ensinamento e orientação.

pelo Espírito Emmanuel - Do livro: No Portal da Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...