quinta-feira, 28 de maio de 2015

Velórios

    Velórios

    Diante do corpo de alguém que demandou a Pátria Espiritual, examina o próprio comportamento, a fim de que não te faças pernicioso, nem resvales pelas frivolidades, que nesse instante devem ser esquecidas.

    O velório é um ato de fraternidade e de afeição aos recém-desencarnados, embora continuem vinculados aos despojos, não poucas vezes, em graves perturbações.

    Imantados à organização somática, da qual são expulsos pelo impositivo da morte, que os surpreende com o "milagre da vida", não obstante em outra dimensão, desesperam‑se, experimentando asfixia e desassossegos de difícil classificação, acompanhando o acontecimento, em crescente inquietude.

    Raras pessoas estão preparadas para entender o fenômeno da morte, ou possuem suficientes recursos de elevação moral a fim de serem trasladados do local mortuário, de modo a serem certificadas do ocorrido em circunstâncias favoráveis, benignas...

    No mais das vezes, atropelam-se com outros desencarnados, interrogam os amigos que lhes vêm trazer o testemunho último aos despojos carnais, caindo, quase sempre, em demorado hebetamento ou terrível alucinação...

    Em tais circunstâncias medita a posição que desfrutas nos quadros da vida orgânica, considerando a inadiável imposição do teu regresso à Espiritualidade.

    Se desejas ajudar ao amigo em trânsito, cujo corpo velas, ora por ele.

    No silêncio a que te recolhes, evoca os acontecimentos felizes a que ele se encontra vinculado, os gestos de nobreza que o caracterizaram, as renúncias que se impôs e os sacrifícios a que se submeteu... Recorda-o lutando e renovando-se.

    Não o lamentes, arrolando os insucessos que o martirizaram, as aflições em rebeldia que experimentou.

    O choro do desespero como as observações malévolas, as imprecações quanto as blasfêmias ferem-nos à semelhança de ácido derramado em chagas abertas.

    De forma alguma registes mágoas ou desaires entre ti e ele, os vínculos da ira ou as cicatrizes do ódio ainda remanescentes.

    Possivelmente ele te ouvirá as vibrações mentais, sem compreender o que se passa, ou sofrerá a constrição das tuas memórias que acionarão desconhecidas forças na sua memória que, então, sintonizará contigo, fazendo que as paisagens lembradas o dulcifiquem - se são reminiscências felizes - ou o requeimem interiormente - se são amargas ou cruéis - fomentando estados íntimos que se adicionarão ao que já experimentam...

    A frivolidade de muitos homens tem transformado os velórios em lugares de azedas recriminações ao desencarnado, recinto de conversas malsãs, cenáculo de anedotário vinagroso e picante, sala de maledicências insidiosas ou agrupamento para regabofes, onde o respeito, a educação, a consideração à dor alheia, quase sempre batem em retirada...

    E não pode haver uma dor tão grande na Terra, quanto a que experimenta alguém que se despede de outrem, amado, pela desencarnação.

    Sem embargo, o desencarnado vive.

    Ajuda-o nesse transe grave, que defrontarás também, quando, quiçá esse por quem oras hoje, seja as duas mãos da cordialidade que te receberão no além ao iniciares, por tua vez, a vida nova...

    Unge-te, pois, de piedade fraternal nas vigílias mortuárias, e comporta-te da forma como gostarias que procedessem para contigo nas mesmas circunstâncias.
    Joanna de Ângelis

Dar a César

    Dar a César

    Os fariseus constituíam um importante partido político-religioso entre os judeus, ao tempo de Jesus, e cultivavam uma religiosidade de superfície, baseada em exterioridades. O Evangelho os apresenta, em várias passagens, em atitude hostil ao Mestre.

    Indagado, certa feita, por eles, sobre a obrigação de pagar imposto aos romanos, respondeu-lhes Jesus: "Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". A pergunta fora capciosa pois esse tributo era detestado em Israel e, conforme a resposta de Jesus, esperavam os fariseus indispô-lo com a autoridade romana (caso aconselhasse o não pagamento do imposto) ou desacreditá-lo junto ao povo (caso recomendasse o pagamento). Com aquela resposta Jesus surpreendeu e desorientou os astuciosos interlocutores aproveitando ainda a oportunidade para dar um ensinamento de caráter geral.

    Devemos notar, desde logo, que não foi estabelecida uma opção - ou a César ou a Deus - nem uma sucessão: primeiro a um, depois ao outro. As recomendações são simultâneas, ficando evidente que o Mestre não via incompatibilidade entre as exigências da vida social e as diretrizes religiosas, entre fé e cidadania.

    Há, compreensivelmente, algumas diferenças. César, a autoridade humana, estabelece leis e cobra impostos, oferecendo, em troca, um conjunto de condições e serviços necessários à existência material (hospitais, escolas,órgãos de segurança, justiça etc). Deus, nosso Pai, nos oferece a vida para que sejamos felizes, respeitando e promovendo a felicidade do próximo.

    César quase sempre impõe e o não atendimento às suas determinações se faz acompanhar, imediatamente, de medidas punitivas diversas. Deus propõe, convida à livre adesão às Suas leis que, seguidas, nos felicitam com a alegria e a paz e, desrespeitadas, quando permitimos a instalação da desarmonia em nós mesmos, ainda assim, nos ajudam a sanar as nossas deficiências, conduzindo-nos para a felicidade.

    Dada a nossa posição evolutiva, nunca foi tarefa simples - nem tampouco impossível - conciliar as duas recomendações. No passado e ainda hoje parece aceitável para muitos estabelecer uma compartimentação que permite buscar a vantagem imediata no dia-a-dia, mesmo lesando interesses alheios e, supostamente, atender a Deus comparecendo periodicamente a um templo, para acompanhar prédicas e preces, fazendo, eventualmente, alguma doação material. Não é isso, contudo, o que a religião preconiza, sabendo-se, aliás, que as primeiras gerações cristãs compunham-se de pessoas comuns, que tinham conduta social exemplar vivenciando o amor a Deus e ao próximo, como recomendara o Mestre.

    Comentando aquele ensinamento, observa o Codificador, "Esse princípio é uma conseqüência daquele outro que manda agir com os outros como quereríamos que os outros agissem conosco. Condena todo prejuízo material e moral causado aos outros, toda violação dos seus interesses... Estende-se ao cumprimento dos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, bem como para os indivíduos em geral."

    "O Evangelho segundo o Espiritismo" (capítulo 11, itens 6 e 7).

    Textos do editorial "S.Xavier" do boletim SEI - Serviço Espírita de Informações
    SEI 1702, de 11/11/2000.

Por Caráter-Prece Espírita

Excelso Companheiro,não nos permitas a leviandade de caráter...
Livra-nos de máscaras e disfarces que afivelemos à face.
Que sejamos o que somos,com a obrigação de sermos sempre mais.
Não nos deixe continuar na condição de "sepulcros caiados"...
Que busquemos a integridade moral.
Todavia,que não nos tornemos moralistas para com os irmãos ainda frágeis...
Que não nos esqueçamos de que caminhamos tangenciando o abismo de nossas imperfeições.
Que a ninguém acusemos ou atiremos pedras...
Somos frágeis,Senhor,e,sem o Teu amparo,a qualquer instante,poderemos cair.
Despoja-nos das exterioridades do eu e sê conosco,em nossos propósitos de melhorar!

Carlos Baccelli

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Aranha e a Teia

"Eu ouvi uma história dinamarquesa. Lembre-se dela, deixe que ela se torne parte da sua consciência.
Essa história conta sobre uma aranha que vivia lá no alto, nos caibros do telhado de um velho celeiro. 

Um dia ela desceu por um longo fio até uma viga mais baixa, onde descobriu que as moscas eram mais abundantes e mais fáceis de capturar.
Ela então, decidiu que passaria a viver nessa viga mais baixa e teceu ali uma confortável teia. 

Mas um dia, ela reparou por acaso no longo fio que vinha de cima, mergulhado na escuridão lá em cima e disse: ' Eu não preciso mais desse fio. Ele só está atrapalhando'. Ela então, cortou o fio, e ao fazer isso, destruiu toda a sua teia, que era sustentada por esse fio. 

Essa é também a história do ser humano.
Um fio liga você ao supremo, ao mais elevado - chame-o de Tao, existência, divindade. Você pode ter esquecido completamente que desceu por este fio.
Você veio do Todo e tem de voltar para lá. Tudo volta para a fonte original: tem de voltar.
Então, você pode até sentir o que esta aranha sentiu, que o fio que o liga ao plano mais elevado só está atrapalhando. Muitas vezes é por causa dele que você não pode fazer algumas coisas: ele sempre acaba ficando no meio do caminho.
Você não pode ser tão violento quanto gostaria; não pode ser tão agressivo quando gostaria; não pode odiar tanto quanto gostaria - o fio está sempre no caminho.

Às vezes você pode se sentir como essa aranha - com vontade de cortá-lo, de parti-lo como ela fez, para desobstruir o seu caminho. Foi isso que disse Nietzsche: 'Deus está morto'. Nietzsche partiu o fio. Mas em seguida enlouqueceu. 
No momento em que ele disse: Deus está morto, ele enlouqueceu, porque rompeu a ligação com a fonte original de toda a vida.

Quando faz isso, a pessoa passa a ter fome de algo vital, essencial. Ela acaba perdendo alguma coisa e se esquece completamente que ela era a própria base da sua vida.

A aranha cortou o fio, e com isso, destruiu a própria teia, que era sustentada por esse fio."
Osho em O Cipreste no Jardim.

Cada Hora

    Cada Hora

    Cada hora
    É ocasião de prestar
    Algum serviço
    Ou de pronunciar
    As melhores palavras.

    Felicidade
    É a soma das alegrias
    Que distribuímos
    Com os outros.

    Pensa
    Nos minutos
    Que já cravaste.
    O tempo não para.

    Emmanuel

domingo, 24 de maio de 2015

O Argueiro e a Trave no Olho

O Argueiro e a Trave no Olho

            9 – Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeira a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão. (Mateus, VII: 3-5).

            10 – Um dos caprichos da humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio. Para julgar-se a si mesmo, seria necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando: Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço? É o orgulho, incontestavelmente, o que leva o homem a disfarçar os seus próprios defeitos, tanto morais como físicos. Esse capricho é essencialmente contrário à caridade, pois a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. A caridade orgulhosa é um contra senso, pois esses dois sentimentos se neutralizam mutuamente. Como, de fato, um homem bastante fútil para crer na importância de sua personalidade e na supremacia de suas qualidades, poderia ter ao mesmo tempo, bastante abnegação para ressaltar nos outros o bem que poderia eclipsá-lo, em lugar do mal que poderia pô-lo em destaque? Se o orgulho é a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes. Encontramo-lo no fundo e como móvel de quase todas as ações. Foi por isso que Jesus se empenhou em combatê-lo, como o principal obstáculo ao progresso.


O Evangelho Segundo o Espiritismo

por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

(Capítulo 10 – BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS)

As Três Revelações: Moisés, Cristo e o Espiritismo

As Três Revelações: Moisés, Cristo e o Espiritismo

                1 – Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto. (Mateus, V: 17- 18)

MOISÉS


                2 – Há duas partes Distintas na lei mosaica: a de Deus, promulgada sobre o Monte Sinal, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida por Moisés. Uma é invariável, a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.
                A lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:
                I – Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás deuses estrangeiros diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa que haja nas águas debaixo da terra. Não adorarás nem lhes darás culto.
                II – Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
                III – Lembra-te de santificar o dia de sábado.
                IV – Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar.
                V – Não matarás.
                VI – Não cometerás adultério.
                VII – Não furtarás.
                VIII – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
IX – Não desejarás a mulher do próximo.
                X – Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem outra coisa alguma que lhe pertença.

                Esta lei é de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino. Todas as demais são leis estabelecidas por Moisés, obrigado a manter pelo temor um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha de combater abusos arraigados e preconceitos adquiridos durante a servidão do Egito. Para dar autoridade às leis, ele teve de lhes atribuir uma origem divina, como o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A Autoridade do homem devia apoiar-se sobre a autoridade de Deus. Mas só a idéia de um Deus terrível podia impressionar homens ignorantes, em que o senso moral e o sentimento de uma estranha justiça estavam ainda pouco desenvolvidos. É evidente que aquele que havia estabelecido em seus mandamentos: “não matarás” e “não farás mal ao teu próximo”, não poderia contradizer-se, ao fazer do extermínio um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, tinham, portanto, um caráter essencialmente transitório.

CRISTO


                3 – Jesus não veio destruir a lei, o que quer dizer: a lei de Deus. Ele veio cumpri-la, ou seja: desenvolvê-la, dar-lhe o seu verdadeiro sentido e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens. Eis porque encontramos nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constitui a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ele, pelo contrário, as modificou profundamente, no fundo e na forma. Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, e ao acrescentar: “Esta é toda a lei e os profetas”.

                Por estas palavras: “O céu e a terra não passarão, enquanto não se cumprir até o último jota”, Jesus quis dizer que era necessário que a lei de Deus fosse cumprida, ou seja, que fosse praticada sobre toda a terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas conseqüências. Pois de que serviria estabelecer essa lei, se ela tivesse de ficar como privilégio de alguns homens ou mesmo de um só povo? Todos os homens, sendo filhos de Deus, são, sem distinções, objetos da mesma solicitude.
                4 – Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra. Ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado o seu advento. Sua autoridade decorria da natureza excepcional do seu Espírito e da natureza divina da sua missão. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na Terra, mas no Reino dos Céus, ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus, e os advertir sobre a marcha das coisas futuras, para o cumprimento dos destinos humanos. Não obstante, ele não disse tudo, e sobre muitos pontos limitou-se a lançar o germe de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave. Essas idéias não podiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e o desenvolvimento dessas idéias. Era preciso, pois, dar tempo à ciência para progredir.

O ESPIRITISMO


5 – O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade.
6 – A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés, a do Novo Testamento, no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus. Mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, em todas as partes da Terra e por inumerável multidão de intermediários. Trata-se, de qualquer maneira, de uns seres  coletivos, compreendendo o conjunto dos seres do mundo espiritual, cada qual trazendo aos homens o tributo de suas luzes, para fazê-los conhecer esse mundo e a sorte que nele os espera.
                7 – Da mesma maneira que disse o Cristo: “Eu não venho destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento”. Também diz o Espiritismo: “Eu não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe cumprimento”. Ele nada ensina contrário ao ensinamento do Cristo, mas o desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que foi dito sob forma alegórica. Ele vem cumprir, na época predita, o que o Cristo anunciou, e preparar o cumprimento das coisas futuras. Ele é, portanto, obra do Cristo, que o preside, assim como preside ao que igualmente anunciou: a regeneração que se opera e que prepara o Reino de Deus sobre a Terra.

O Evangelho Segundo o Espiritismo

por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

(Capítulo I - Não Vim Destruir a Lei)

Justiça das Aflições

    1  – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-venturados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-...